Efeito cascata

Deputados e senadores querem aumentar os próprios salários para R$ 36,8 mil

Ofensiva por reajuste ocorre após aprovação de aumento para ministros do STF.

Ipolítica, com Estadão

Aumento a parlamentares seria efeito cascata após reajuste no STF
Aumento a parlamentares seria efeito cascata após reajuste no STF (Waldemir Barreto / Agência Senado)

BRASÍLIA - Deputados e senadores iniciaram nesta semana um movimento de pressão contra os presidentes da Câmara e do Senado para ter direito a reajuste salarial após as eleições.

Segundo reportagem do O Estadão, a ofensiva começou após o Supremo Tribunal Federal (STF) apresentar proposta de aumento de 18% para seus ministros e todos os magistrados da Justiça Federal.

De acordo com  publicação, a proposta em discussão é de elevar o salário dos parlamentares em 9%. Esse porcentual levaria o vencimento de R$ 33,7 mil para R$ 36,8 mil.

“Os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), já trataram do assunto. O Estadão apurou que eles combinaram de não antecipar a discussão para evitar que a pressão aumente em período de campanha. Quem defende a correção salarial dos parlamentares alega que eles estão há 8 anos sem reajuste e que haveria recursos para bancar o reforço no contracheque. A última correção foi feita em 2014", diz a reportagem.

No esteira do debate sobre o aumento do Judiciário e do Legislativo, a discussão também deve alcançar o presidente da República e ministros de governo. Atualmente, Jair Bolsonaro (PL) recebe R$ 30,9 mil pelo exercício do cargo.

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