Economia

Dólar cai, e mercados reagem à alta na inflação dos Estados Unidos

Juros dos EUA podem fechar 2022 no maior patamar dos últimos 40 anos.

Agência Brasil

Dólar registrou queda de 1,26% nesta quarta-feira (4).
Dólar registrou queda de 1,26% nesta quarta-feira (4). (Marcello Casal Jr / Agência Brasil)

SÃO PAULO - Após diversas variações durante o dia e o anúncio de revisão da taxa de juros nos Estados Unidos, o dólar fechou esta quarta-feira (4) em queda de 1,26%, e foi negociado a R$ 4,9020.

Após a divulgação de alta de 0,5% nos juros dos Estados Unidos - a maior desde 2000 - Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed, o equivalente ao Banco Central), afirmou que por enquanto as autoridades de política monetária ainda não consideram subir a taxa de inflação em mais 0,75% - declaração que impulsionou os mercados. O índice, no entanto, caminha para fechar 2022 como a mais alta inflação dos últimos 40 anos nos Estados Unidos.

Outro fator na escalada na inflação norte-americana foi a injeção do auxílio financeiro criado pelo governo durante o período de pandemia. Também há forte influência do cenário internacional instável com a guerra entre Rússia e Ucrânia.

No início da noite de hoje, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) também reajustou a taxa básica de juros (Selic) em um ponto percentual, maior patamar em cinco anos.

Na bolsa de valores, o Ibovespa subiu 1,7%, a 108.343,74 pontos, após três baixas seguidas. O giro financeiro da sessão foi de R$ 25,6 bilhões.

O índice vinha com queda mais cedo, quase zerando os ganhos de 2022, mas virou para o positivo com o discurso de Powell.

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