BARRA DO CORDA – O corpo que permaneceu por quase três dias no Cemitério Municipal de Barra do Corda foi recolhido pelo Instituto Médico Legal (IML) de Imperatriz. Nessa segunda-feira (13), quem passou pelo local encontrou apenas o saco utilizado para envolver o cadáver, que já havia sido retirado.
Segundo a Polícia Civil do Maranhão (PC-MA), o corpo ainda não foi liberado para a família e passará por exames periciais que devem ajudar a esclarecer a causa da morte. A identidade da vítima também ainda não foi confirmada.
Corpo foi levado para Imperatriz após problema com viatura do IML
De acordo com a Polícia Civil, a intenção inicial era que o recolhimento fosse realizado pelo IML de Timon. No entanto, a unidade informou que a viatura utilizada para o transporte de corpos apresentava problemas mecânicos.
Diante da impossibilidade, o caso foi repassado ao IML de Imperatriz, que ficou responsável pelo transporte do corpo.
Ainda conforme a PC-MA, após o corpo ser encontrado em uma área de mata na última sexta-feira (10), ele foi encaminhado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Barra do Corda.
Por causa do avançado estado de decomposição e do forte odor, a unidade informou que não possuía condições de manter o cadáver no local. A solução definida entre a Polícia Civil e a direção da UPA foi que o corpo permanecesse na capela do cemitério municipal enquanto aguardava a chegada do IML.
Entretanto, após o translado realizado pela funerária responsável, o corpo acabou sendo deixado na área externa do cemitério.
Diante da situação, a Polícia Civil informou que irá notificar a empresa para esclarecer por que o cadáver foi deixado ao relento, já que, segundo a corporação, a orientação era que ele permanecesse na capela.
Caso repercutiu após corpo permanecer dias sem recolhimento
O caso ganhou repercussão após moradores denunciarem que o corpo permaneceu por quase três dias no cemitério aguardando a chegada do Instituto Médico Legal.
Na ocasião, a funerária informou que havia recebido orientação para deixar o cadáver no local até o recolhimento pelo IML. Já a Polícia Civil negou ter autorizado que o corpo fosse deixado dessa forma.
Segundo as investigações, a família da vítima também informou não ter condições financeiras de arcar com o sepultamento.
Até a publicação desta reportagem, o Governo do Maranhão ainda não havia se pronunciado sobre a repercussão do caso nem sobre a demora para o recolhimento do corpo pelo Instituto Médico Legal.
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