Arte

Exposição coletiva Territórios e Fronteiras chega a São Luís

A mostra reúne artistas que têm interesse pela temática do lugar, da paisagem e da cidade mediante sua produção.
Na Mira, com informações do Sesc/MA11/03/2020 às 10h41
Exposição coletiva Territórios e Fronteiras chega a São LuísOs artistas aqui estreitam as fronteiras, criando uma nova versão possível destes territórios. (Foto: divulgação)

SÃO LUÍS - O Sesc recebe a Exposição Territórios e Fronteiras a partir desta quarta-feira (11), na Sala Sesc de Exposições, localizado no Condomínio Fecomércio/ Sesc/Senac. A mostra fica em cartaz até o dia 10 de abril, das 9 às 12h e das 13h30 às 17h, reunindo trabalhos de artistas de vários Estados do país: Antônio Filho (PB), Arthur Doomer (PI), Fran Favero (SC), Leandro Pereira da Costa (PB), Leo Bitar (PA), Lucio Telles (SE), Ton Limongi (PB), Flaw Mendes (PB), Inocêncio e Josivan Rodrigues. O ponto de convergência entre eles foi o interesse pela temática do lugar, da paisagem e da cidade, mediante sua produção.

Territórios e Fronteiras reúne artistas que têm como ponto de convergência o interesse pela temática do lugar, da paisagem, da cidade mediante sua produção. A cidade é tema e, por vezes, local para acontecimento do trabalho artístico, por intermédio da criação de mapas, da apreensão e transformação de sua forma ou por meio de intervenções urbanas. Os artistas aqui estreitam as fronteiras, criando uma nova versão possível destes territórios. Fotografias, pinturas, desenhos, vídeos e objetos nos convidam a experimentar esses deslimites.

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Partindo de questões identitárias pessoais, Fran Favero promove a coleta de diversos elementos na região da tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina. Leandro Pereira utiliza a fotografia para registrar cidades. Antônio Filho parte de mapas de João Pessoa para inventar uma cartografia de novos investimentos da subjetividade. Já o grafite de Arthur Doomer se instala na cidade como um ser vivo. Lucio Telles utiliza a composição de imagens em uma intervenção que ocupou um mesmo viaduto. Já Ton Limongi instaura — na superfície da pintura — o lugar do cruzamento das linguagens. Por fim, Leo Bitar promove por meio de sua obra uma zona de intersecção entre realidades sonoras distintas.

A cidade e a cidadania são aqui repensadas sob outras formas. Descontextualizadas, não sabemos mais a que se referem. Liberadas de seu compromisso de registro, do vínculo com o acontecimento, podem apenas aspirar à instauração de outras situações, outras inscrições, outros significantes. Enunciados poéticos nos quais o artista reúne em si os lugares que testemunhou e os que surgiram por meios interpostos, mediante a leitura, o ouvir dizer e o simples imaginar, os quais concordam em fazer-se conteúdo em seu repertório, tornando a existir por efeito de sua criatividade. Ao engenho de cada um desses artistas aqui reunidos cabe a missão de colocar as coisas em outra ordem.

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