Nas plataformas digitais

Cantor maranhense Paolo Ravley lança músicas autorais

Vivendo entre o Brasil e a França, o artista prepara-se para lançar um EP com seis músicas que revelam um novo caminho em sua carreira.
Na Mira, com informações da Assessoria11/03/2020 às 14h06
Cantor maranhense Paolo Ravley lança músicas autoraisPaolo Ravley. (Foto: Divulgação)

SÃO LUÍS - Após uma série de colaborações com DJs na cena eletrônica europeia, o cantor e compositor maranhense Paolo Ravley, que vive entre o Brasil e a França, está prestes a seguir um novo caminho em sua carreira: o lançamento de um EP autoral totalmente gravado em São Paulo e Paris.

As primeiras músicas já podem ser ouvidas nas principais plataformas de streaming – Caminho, lançada em janeiro, e Pôr do Sol, em fevereiro. O videoclipe da última canção já está no Youtube, explorando arte, moda e dança e com direção de Jr. Franch, responsável também pelas fotos de divulgação. O cantor pretende ainda realizar shows no Maranhão no segundo semestre.

A ideia é lançar o trabalho completo no segundo semestre com até seis músicas. O EP marca uma nova era para Paolo Ravley. Depois de anos colaborando, com voz e composições, com DJs como Armin Bureen, da Armada Music, o duo Ducked Ape, Loic Penillo, da Scorpion Music, e Renato Borges, aqui no Brasil, agora Paolo traça um caminho mais autoral, com sua identidade e influências do que conheceu e viveu na Europa mescladas à diversidade dos sons brasileiros.

“Em 2015, dei uma pausa. Não estava contente com o que estava fazendo. Durante esse período, eu vim ao Brasil. Numa passada por São Paulo, vi e ouvi coisas que me inspiraram. Conheci vários artistas batalhando e fazendo coisas boas com poucos recursos. Isso me revigorou. Voltei à Europa com essa ideia na cabeça e voltei a compor em português. Isso foi a primeira coisa que mudou: a língua. Neste momento estou mesclando os dois universos – o brasileiro e o europeu”, conta.

Caminho, lançada no dia 9 de janeiro, Ravley chama de “’música de transição’, ‘música pivot’, apenas o caminho para esse novo eu”. Já o segundo single, Pôr do Sol, nasceu em Madrid, quando estava afinando o seu espanhol para lidar com clientes (ele tem uma agência de turismo na capital francesa). “Pus uns acordes e uns beats no computador e as notas melódicas vieram instintivamente.

A letra veio em seguida. Se você prestar atenção e pegar frases soltas, como ‘como fluido você me quis’ ou ‘mas quaisquer que sejam deixem que sejam’, eu estava pensando em toda essa discussão muita necessária sobre sexualidade e gênero que temos hoje em dia, no quanto estamos ainda batalhando para nossos espaços frente ao preconceito”, revela.

Já o refrão fala do amor não correspondido ou correspondido pela metade transformado em algo positivo. “Hoje prefiro deixar a pessoa ir e guardar as boas lembranças apenas (‘vai, vai que a vida traz o que é meu / vai que a vida guarda o que é seu’)”.

Sonoridade

O conceito do EP de Paolo Ravley está em mesclar a sua paixão por sons e texturas eletrônicas com o jeito brasileiro de cantar e compor, por isso a opção pelo trabalhar com produtores e músicos locais. “É uma nova era para mim: a do prazer e experimentação. O que faço é muito intuitivo, me influencio de tudo que ouço. No Brasil, o pop independente tem me inspirado
bastante”, justifica.

Ele conta que, em suas vindas ao país, descobriu grandes artistas novos, como Jaloo, McTha, Uriass, Dav.i, Silva, entre outros, que o ajudaram a construir o EP. “Não sei se tem algo deles no que estou produzindo agora, mas tudo isso numa panela deu um bom caldo de influências”. Algo de que o cantor não abre mão é compor suas músicas. Segundo ele, é uma parte importante do processo e que dá bastante prazer.

“Mesmo assim, gosto de trabalhar com produtores e outros músicos para arranjos mais elaborados, mas sempre coprodução. Agora estou trabalhando com o Ico, jovem produtor de São Luís (MA) que trabalha com Phil Veras e Castello Branco, por exemplo, e que tem 21 anos e um frescor e audácia no que faz”.

Em São Paulo, o trabalho está sendo gravado no estúdio SoundDesign e, em Paris, no SodaSound. A ideia agora é voltar ao Brasil no segundo semestre para apresentar esse trabalho completo. Para isso, pretende contar com o apoio do público brasileiro. “O brasileiro é melhor do que pensa que é. Temos que acreditar no nosso potencial, olhar e prezar pelo que temos de mais forte: garra”, enfatiza.

História

Paolo Ravley tem uma história de quase duas décadas com a música. Começou a cantar e compor com 15 anos ainda em São Luís (MA) e, nessa época, o computador era seu companheiro inseparável na arte de “fazer música”.

Em 2006 partiu para um intercâmbio na França e, estimulado pela sua host family, aprendeu a tocar piano e guitarra. Por lá, depois de ter feito Faculdade de Música na Paris Sorbonne 8, aprofundou-se mais em canções compostas pelo computador e começou a trabalhar com DJs.

“Tive mais experiência em estúdio compondo e cantando para eles. Era a febre da música estilo David Guetta”, explica. Em 2014, apresentou seu trabalho aqui no Brasil, o EP Ray of Light, projeto eletrônico que tinha gravado na França.

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