Dicas de saúde

Entenda os benefícios da amamentação para mãe e bebê

Segundo a Organização Mundial da Saúde, Brasil investe pouco em amamentação.
Divulgação/Assessoria15/08/2017 às 17h26

SÃO LUÍS - Uma pesquisa divulgada recentemente pela Organização Mundial da Saúde (OMS) revelou um dado alarmante relacionado à amamentação. Segundo o órgão, somente 38,6% dos bebês brasileiros se alimentam só com o leite da mãe nos primeiros 5 meses de vida. O número é considerado abaixo do ideal. Por isso, procuramos a nutricionista Adriana Mocelin para entender os benefícios que o leite materno traz para a criança e os motivos dele ser tão importante.

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"O leite materno é essencial para o bebê, pois fornece todos nutrientes necessários para o seu crescimento e desenvolvimento adequado, sendo composto por proteínas, açúcar, minerais e vitaminas, com gorduras em suspensão, além de ser bem mais digerido, quando comparado com leites de outras espécies, e por conter fatores imunológicos que agem com ação protetora contra doenças e maior resistência a infecções, como diarreias e infecções respiratórias", sintetiza a nutricionista.

A Organização Mundial da Saúde ressaltou ainda que apenas 23 países no mundo superam a taxa de 60% de amamentação exclusiva nos primeiros meses. "O leite materno é preconizado como o alimento mais completo para o bebê, tanto que o Ministério da Saúde recomenda que o aleitamento materno exclusivo por seis meses e complementar até os dois anos ou mais", explica.

Segundo ela, a falta desse alimento pode prejudicar o desenvolvimento das crianças. "Há vários riscos associados ao consumo de fórmulas lácteas, como nutricionais e metabólicos, maior incidência de morbidades, alterações de crescimento, além do impacto econômico na renda familiar, pois implica maiores gastos domésticos, devido ao custo com utensílios (mamadeiras, bicos, escovas), mantimentos (fórmula láctea, cereais) e combustível (gás de cozinha)", alerta.

Uma das principais preocupações da OMS com a amamentação é a tentativa de diminuir o número de óbitos no momento em que bebês estão particularmente mais fragilizados. "É um processo que envolve interação profunda entre mãe e filho, com repercussões no estado nutricional da criança, em sua habilidade de se defender de infecções, em sua fisiologia e no seu desenvolvimento cognitivo e emocional, além de ter implicações na saúde física e psíquica da mãe", completa a nutricionista Adriana Mocelin.

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