Cultura

Júlia Emília bate-papo sobre as dramaturgias do corpo

Projeto Literatura Mútua ocorre nesta quarta (16), às 19h30, na Galeria Trapiche.
Na Mira 16/11/2016 às 14h05
Autora de Vivendo TeatroDança, investigações de um artista maranhense para crianças de qualquer idade (2015). Foto: Divulgação

SÃO LUÍS - Após promover uma maratona de encontros diários com escritores durante a 10ª Feira do Livro de São Luís, o projeto Literatura Mútua retorna à Galeria Trapiche (Praia Grande, em frente ao Terminal de Integração) nesta quarta-feira (16) para uma roda de conversa com a dramaturga maranhense Júlia Emília, comentando experiências de leitura, escrita e as dramaturgias do corpo a partir das 19h30. A entrada é gratuita e a mediação é da jornalista Talita Guimarães.

“A ideia é promover encontros em que autores comentem como a leitura atravessa suas percepções humanas e influencia em seus trabalhos. Assim, eles compartilham quais livros foram marcantes em suas trajetórias, leem seus trechos preferidos, trocam indicações de leitura com o público e incentivam o hábito de ler. Além, é claro, de falarem sobre seus trabalhos como criadores.”, explica a jornalista Talita Guimarães, idealizadora do projeto. Durante a conversa, o público pode interagir com perguntas e comentários, além de adquirir os livros dos convidados e concorrer a exemplares em sorteio.

“A Galeria Trapiche, enquanto equipamento cultural municipal, está aberta e interessada em projetos dessa natureza, que estimulam o diálogo não somente com as artes visuais, nosso campo de atuação, mas também com outras linguagem artísticas, e essa transversalidade de linguagens inclusive que a literatura possibilita dentro do lúdico e da imaginação, estimula também a criação de trabalhos nas artes visuais. Além também de ser um projeto espontâneo de novos talentos da cidade”, afirma Camila Grimaldi, Coordenadora da Galeria Trapiche.

Foto: Reprodução

Literatura Mútua

Projeto literário sem fins lucrativos, idealizado pela escritora e jornalista Talita Guimarães, que visa reunir escritores contemporâneos publicados ou não, em rodas de conversa mensais sobre experiências de leitura e escrita. Já participaram do projeto os escritores Felipe Castro (MA), Sabryna Mendes (MA), Jônatas (MA), Thalita Rebouças (RJ), Ferréz (SP), Duda Veloso (MA), Igor Nascimento (MA), Gustavo Lacombe (RJ) e Zema Ribeiro (MA). Em novembro de 2016, o Literatura Mútua promoveu, a convite da Secretaria Municipal de Cultura - SECULT, seis rodas de conversas com autores convidados da 10ª Feira do Livro de São Luís – FeliS no Espaço Jovem, na Praia Grande. Em dezembro, o projeto recebe a poetisa Manu Marques Barbosa, para a última roda de conversa da temporada 2016. Os encontros gratuitos são sempre às 19h30 na Galeria Trapiche (Praia Grande, em frente ao Terminal de Integração).

Talita Guimarães

Nasceu em São Luís-MA (1989), é jornalista e escritora. Autora de Recorte! (2015) e Vila Tulipa (2007), agraciado com Prêmio Odylo Costa, Filho no XXX Concurso Literário e Artístico Cidade de São Luís em 2006. Edita o Ensaios em Foco (www.ensaiosemfoco.blogspot.com.br), escreve e ilustra crônicas às quintas-feiras para o Armazém de Cultura (www.armazemdecultura.wordpress.com.br) e desenvolve projetos para Cinema e TV Pública em São Luís-MA, onde reside.

Júlia Emília

Natural de São Luís-MA (1954), dramaturga e fundadora do Grupo TeatroDança, voltado para trabalhos artísticos interessados pela potencialidade da ação em investigações do corpo e do movimento. Autora de Vivendo TeatroDança, investigações de um artista maranhense para crianças de qualquer idade (2015), livro que conta a trajetória de três décadas do grupo e reúne as dramaturgias de “Bicho Solto Buriti Bravo”, “O Baile das Lavandeiras” e “Meninos em Terras Impuras”.

Sobre o livro

O livro Vivendo TeatroDança, investigações de uma artista maranhense para crianças de qualquer idade, publicado pelo Edital de Literatura 2014 da Fapema, é um ensaio analítico que pretende demonstrar que as desilusões, mudanças, demandas, entusiasmos e modas do tempo não abateram o coletivo artístico pela força de suas investigações, resistindo por mais de três décadas no emergente mercado maranhense. O TeatroDança tem o dever de compartilhar estas experimentações com textos dramatúrgicos, processos fundamentados, fotos e clipping, para que se registre parte da história pioneira da dança e da cena maranhense, percorrendo a trajetória de uma artista inquieta em suas propostas cênicas, que considera a tradição popular mantendo os pés na atualidade.

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