Na Festa da Carne

Mostra com o artista plástico Miguel Veiga inicia nesta quarta

Evento ocorrerá na Galeria Maggiorasca, com painéis que mostram personagens.
Na Mira, com informações da Assessoria04/02/2015 às 08h46

SÃO LUÍS - A magia, o encanto, a beleza e o colorido do Carnaval dão o tom da mais nova mostra do artista plástico, carnavalesco e decorador Miguel Veiga. A exposição Na Festa da Carne, A Criação”, em cartaz a partir desta quarta-feira (4), na Galeria Maggiorasca, reúne 4 painéis de 2.20 cm x 1.60, e seis máscaras carnavalescas de 0,77 cm X 0,47cm. A abertura ocorre às 19 horas, e os trabalhos ficam à disposição do público até o dia 24 de fevereiro, com visitação diariamente das 16h às 23h.

Os painéis representam os personagens clássicos da folia momesca. Três trazem a história do triângulo amoroso de Pierrot, Colombina e Arlequim. Assim como na trama italiana, cheia de sátira social, Miguel, que também é ator, figurinista, cenógrafo, professor e um provocador nato, transpôs para os trabalhos elementos que sugerem uma leitura da realidade social brasileira. A utilização do chitão, da bandeira do Brasil e estopa nos contornos das esculturas, assim como leves jatos de tinta sobre o rosto dos personagens, completam e dão um novo sentido às obras.

O quarto painel traz a artista luso-brasileira Carmem Miranda, que se eternizou pelo seu jeito de cantar, gingado, sorriso contagiante e graça de seus trajes. Assim como nos demais trabalhos, o multifacetado Miguel utiliza-se do contexto para fazer uma crítica social. O toque do artista deixa a pequena notável com expressões mais maduras, sérias e compenetradas, em um contexto de adversidades, numa clara alusão aos problemas de diversas ordens enfrentados pelo Brasil de hoje.

Confeccionadas em esculturas prensadas a vácuo, as peças têm acabamento em lantejoulas, paetês, tecido de cânhamo (estopa), chitão, madeira compensada, tinta látex, resina acrílica, galão e unhas metálicas. Segundo Miguel, artista de reconhecida trajetória nas artes plásticas, com quase 40 anos de estrada, dezenas de exposições individuais e coletivas, salões de arte, cenografias, decorações, figurinos e vários prêmios, as intervenções possibilitam ao criador experimentar novas possibilidades e ao espectador inúmeras sensações e uma maior interação com obra. “Os painéis grandes fazem parte de uma "instalação" onde procuro estabelecer um paradoxo entre uma fausta fantasia, através das artes visuais na efemeridade do carnaval, e uma realidade de perene angústia monocromática”.

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