Resenha

Princesa do rock nos anos 90, Alanis Morissette está de volta

Maternidade e tom intimista marcam o retorno ao rock no novo álbum da cantora canadense.
Gustavo Sampaio 13/09/2012 às 13h03

SÃO LUÍS – De 1995 para 2012, muita coisa aconteceu na vida de Alanis Morissette. Do auge do disco Jagged Little Pill às experiências com o cinema, as incorporações de novos estilos e a um fim de relacionamento, tudo influenciou a canadense em seus trabalhos. Flavors Of Engagement, lançado em 2008, trazia uma cantora rancorosa, sombria e, acima de tudo, não tão feliz.

Alanis Morissette retorna em 2012 com disco novo

Havoc and Bright Lights, o novo disco, por outro lado, começa bem animado. Nos versos “Now no more smiling mid crestfall, no more managing unmanageables, no more holding still in the hailstorm”, Alanis expele toda a dor sentida nos últimos anos, buscando um recomeço depois de uma grande tempestade. Guardian, a faixa de abertura, recupera a síntese adolescente que a cantora demonstrava nos primeiros anos de sua carreira.

Combinando a recuperação depois de um fim de noivado, com um casamento e a experiência de ser mãe, Alanis Morissette se diverte no som gritado (tão característico no início de sua carreira, em canções como Ironic e You Oughta Kno’), resgatando as velhas bases do rock, que ficaram esquecidas em seu trajeto musical.

Alanis Morissette em turnê no Brasil em 2012

Woman Down, munida pela interação entre bases eletrônicas e a mescla de guitarra e bateria, lembra a fase Supposed Former Infatuation Junkie. Havoc, que lembra a fase Under Rug Swept, explica os tropeços vividos pela cantora, e a existência de uma necessária, porém lenta, recuperação.

Em Edge Of Evolution, a cantora expõe essa restauração, indicando que houve penosos motivos e claros momentos de fraqueza exposta. O que fica ao ouvinte são as palavras Here We Go Again, expostas na canção, que marcam este intuito de dar a volta por cima.

Foto do encarte de Havoc and Bright Lights

A inspiração que faltava no disco anterior volta em grande estilo neste álbum. Saem os experimentalismos eletrônicos, e entram as guitarras, o baixo e a bateria em primeiro plano. Celebrity e Numb, os momentos mais inspirados do disco, demonstram que o tempo, ao menos para Alanis, não é um fator desfavorecedor. O que altera o seu percurso são os momentos que são vividos. No caso da artista, o resultado foi um disco inspirado e inspirador.

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