Crítica

A Era do Gelo ainda consegue empolgar em seu quarto filme

Animação que está em cartaz no CineSystem traz novos personagens e ganha novo fôlego no roteiro.
Poliana Ribeiro/O Estado 22/08/2012 às 10h40

É de se imaginar que, ao chegar ao seu quarto capítulo, um filme perca um pouco do fôlego inicial ou mesmo padeça com as repetições na história. Não é o que acontece em A Era do Gelo 4, em cartaz nos cinemas locais, que traz o tigre Diego, o mamute Manny e a preguiça Sid em mais uma aventura ocasionada por um desastre natural.

Dessa vez, o atrapalhado esquilo Scrat causa a separação dos continentes ao tentar enterrar a sua noz, acabando com a tranquilidade de Manny e sua família – a mamute fêmea Ellie e a filha adolescente Amora – e, por tabela, de seus amigos inseparáveis.

Por causa de um terremoto, que resulta em drásticas mudanças geográficas, Manny, Sid e Diego acabam indo parar em um enorme iceberg, que é levado pela corrente marítima. Longe de sua família – que busca um local seguro para se abrigar – Manny terá de enfrentar piratas comandados por um macaco malvado.

Dois aspectos permeiam toda a série cinematográfica: a luta dos animais pela sobrevivência em momentos de grandes mudanças naturais e a amizade improvável que une um mamute, um tigre dentes-de-sabre e uma preguiça. Qual seria, então, a novidade neste quarto longa-metragem? Os novos personagens que são incorporados à trama. Se um Sid sozinho já rende muita diversão, imagina com uma avó amalucada ao seu lado? Pois a vovó preguiça, que acaba no mesmo iceberg dos três amigos depois de ter sido abandonada pela família, é uma atração à parte. Mesmo com a idade avançada, ela contribui de forma fundamental para que a turma consiga vencer seus inimigos.

Personagens

Outros personagens que enriquecem a história são os adolescentes Amora – filha de Manny e Ellie – e o gambá Luís. Os dois são melhores amigos, até que a mamute descobre outros mamutes bem descolados.

Tudo bem que, mesmo em uma animação, os adolescentes rebeldes são meio irritantes, mas Amora logo acaba percebendo a importância dos valores familiares e de uma verdadeira amizade.

São essas reflexões presentes no roteiro que tornam o filme atrativo não apenas para o público infantil, mas para os adultos que gostam de animações. Aliás, o que não faltam, nos últimos anos, são produções inteligentes e que atraem crianças e adultos. A própria série do filme é um desses exemplos. Longe de qualquer didatismo - que seria um pouco irritante em se tratando de um produto destinado ao entretenimento -, os longas-metragens de animação têm conseguido apresentar um conteúdo que leva a reflexões importantes, como a confiança entre pais e filhos e a tolerância com as diferenças, por exemplo.

A Era do Gelo 4 tem ainda mais um ponto a seu favor: o fato de não se reportar tanto às produções anteriores, o que facilita que espectadores que não assistiram aos três primeiros filmes possam acompanhar a história sem prejuízos. E se fosse para apontar um aspecto negativo, por puro patriotismo seria apenas o fato de o brasileiro Carlos Saldanha ter deixado a direção da série – ele dirigiu os três primeiros filmes – para dirigir Rio, passando o bastão para Steve Martino e Mike Thurmeier. Mas, nada que tenha abalado a qualidade do longa.

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