Parto humanizado

Especialistas explicam quais são os seis tipos de parto

O obstetra tem papel fundamental em dar à futura mamãe todas as informações necessárias para que ela possa tomar a decisão sobre qual parto deseja ter.

Divulgação/Assessoria

Ao humanizar o processo do parto, a grávida fica muito mais a vontade para escolher fazer o que se sentir melhor.
Ao humanizar o processo do parto, a grávida fica muito mais a vontade para escolher fazer o que se sentir melhor. (Foto: reprodução)

Há vários tipos de parto? A resposta é sim! Mas mais que isso, o melhor tipo é aquele que é mais confortável para a mamãe e o bebê. E isso deve sempre ser considerado.

Infelizmente, ao longo dos anos mostrou-se partos naturais com a mulher deitada na cama, com as pernas para cima e urrando de dor, enquanto o médico ou a parteira aguarda a chegada do bebê. Essa é, de longe, uma das formas menos eficazes de parto que a mulher pode experimentar, e que é boa apenas para o médico, e não para a mãe.

Essa posição até pode ser escolhida pela mulher, caso ela assim o prefira, mas é importante ela compreender que há outros tipos de parto mais saudáveis e humanizados. 

As informações são do Dr. Domingos Mantelli, ginecologista e obstetra, e Dra. Erica Mantelli, ginecologista, obstetra e especialista em saúde sexual.

Quais os tipos de parto?

Vamos lá, quando se fala em tipo de parto, automaticamente as pessoas pensam como resposta o parto normal e a cesariana. Mas será que esse momento mágico de chegada do bebê se resume a apenas esses dois?

Há outras modalidades e a escolha, como já dissemos lá no início, vai depender da qual a mulher se sente mais confortável. E nesse aspecto, o obstetra tem papel fundamental em dar à futura mamãe todas as informações necessárias para que ela possa tomar a decisão.

Dito isso, vamos então apresentar os tipos de parto existentes.

1 Parto Normal

Parto normal é, de fato, o mais conhecido. Ele é o indicado para todas as gestantes e ocorre, normalmente, entre a 37ª e a 42ª semana. Se inicia com as contrações e que vão ficando cada vez mais frequentes até o momento do nascimento.

No parto normal, a equipe médica pode recomendar o uso de anestesias, caso a mulher se sinta mais confortável. E ela pode ser a peridural ou a raquidiana.

2 Parto natural

Esse é, de longe, o tipo de parto que mais trouxe bebês ao mundo ao longo da história da humanidade. Naturalmente, toda mamãe, de qualquer espécie animal, terá seus filhos ou filhotes de forma natural. Faz parte da natureza.

Porém, no caso dos humanos nem sempre isso é devidamente respeitado. Há intervenção médica, uso de medicações, cortes. E quando isso ocorre, o parto deixa de ser natural. Para ser assim considerado, ele deve ter o mínimo de intervenções — mas claro que sempre acompanhado por profissionais para garantir a integridade tanto da mamãe quanto do bebê.

3 Cesariana

A cesariana é, infelizmente, o segundo tipo de parto conhecido. E ele só deve ser realizado quando houver risco a mamãe ou ao bebê. A indicação da Organização Mundial de Saúde (OMS) é que de partos cesáreas sejam realizados apenas em 15% das gestantes. 

Porém, esse número pode chegar a até 85% em alguns serviços privados. 

Quando falamos infelizmente, é pelo fato desse tipo de intervenção cirurgia representar mais riscos a mulher, ser menos saudável para o bebê, além de necessitar de maior tempo de recuperação.

4 Parto na Água

O parto na água é um dos tipos que mais cresceram nos últimos anos. E isso ocorre por ser ele um dos que mais conforto traz a mulher. O parto na água permite uma melhor irrigação sanguínea para a mulher, melhor relaxamento muscular e a dilatação do colo do útero ocorrer de forma mais acelerada.

Isso tudo reduz a dor tanto para a mulher, como também promove melhor bem-estar ao bebê. É também um dos que menos trauma causa à criança, que sofre menor interferência de luz e som durante seu nascimento. 

5 Parto de Cócoras

Entre os tipos de parto também está o de cócoras. Nessa posição, a mulher fica agachada na hora do nascimento do bebê e permite que a musculatura da pelve e do abdômen relaxe. Além disso, o efeito da gravidade contribua para o parto.

Ele é indicado principalmente quando o bebê já está de cabeça para baixo, na posição ideal para o nascimento, e não tenha mais que quatro quilos. É necessário ainda que a mulher apresente ao menos 10 centímetros de dilatação. 

6 Parto Leboyer

Na década de 1970, o médico francês Frédérick Leboyer criou o que denominou de parto sem violência, e que ficou conhecido como Parto Leboyer. Nele, o objetivo é causar o mínimo de estresse ao bebê, para que seu nascimento seja menos traumático.

Para isso, todo o parto é conduzido pela mãe o cordão umbilical só será cortado quando parar de pulsar. Nele, é ainda necessário que o ambiente seja especialmente preparado, com pouca luz e bastante silêncio. 

Todo parto deve ser humanizado

Um nome que ganha mais força é o parto humanizado. E ele não é um tipo, mas sim um conceito de parto no qual o respeito pela mãe e pelo bebê deve ser priorizado.

Neles, são realizadas o mínimo de intervenções na mulher, que é sempre quem decide o que quer e o que não quer fazer. E como mencionamos, mesmo no caso de cesárea é possível que seja um parto humanizado, mas ele deve respeitar as vontades da mamãe, com um ambiente aconchegante no centro cirúrgico.

Ao humanizar o processo do parto, a grávida fica muito mais a vontade para escolher fazer o que se sentir melhor. Por exemplo, pode andar, variar posições e escolher quem quer ao seu lado. A equipe médica é essencial nesse momento, mas para atuar apenas quando e se for necessária.

Portanto, indiferente dos tipos de parto que existem, cabe a mulher decidir aquele que ela quer para seu momento mágico. Deve sempre ser uma escolha pessoal, que lhe traga melhor bem-estar e carinho ao seu bebê.

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