Beleza e saúde

Glaucoma: uma doença silenciosa que pode levar à cegueira

Oftalmologista explica quais são os sintomas e como tratar a doença.
Na Mira, com informações da Assessoria26/05/2018 às 07h00
Glaucoma: uma doença silenciosa que pode levar à cegueiraDivulgação

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), são notificados aproximadamente 2,4 milhões de novos casos de glaucoma por ano, uma doença ocular que se não for tratada adequadamente pode levar à cegueira. Ela é causada principalmente pela pressão intraocular elevada que provoca lesões no nervo ótico e, como consequência, comprometimento visual.

O médico oftalmologista, chefe do Centro de Referência em Oftalmologia do HU-UFMA, Ezon Ferraz alerta que ,” no início, o glaucoma não apresenta sintomas. A perda gradativa da visão só ocorre nas fases mais avançadas. Primeiro, a visão periférica é afetada, depois o campo visual vai estreitando progressivamente até transformar-se em visão tubular e, sem tratamento, o último estágio da doença é a cegueira.”

Para diagnosticar a doença, é necessário consultas oftalmológicas regulares. Durante a consulta serão feitos exame do fundo do olho, medida da pressão intraocular e exame de campo visual.

Dia 26 de maio é o Dia Nacional de combate ao Glaucoma, Dr. Ezon lembra como é importante informar as pessoas sobre a doença: “O conhecimento é a principal maneira de combater a doença, já que com um diagnóstico precoce, as chances de controlar o avanço são bem maiores, afirma o oftalmologista.

Por não ter cura, o ideal é manter um tratamento que proporcione o controle da doença, ou seja, ausência de progressão. Pode ser feito através de colírios, laser ou cirurgias. Os colírios usados no tratamento do glaucoma têm dois principais mecanismos de ação: ou diminuem a produção ou aumentam a drenagem do líquido que circula dentro do olho, chamado humor aquoso, com a finalidade de baixar a pressão intraocular.

O glaucoma deve ser prevenido desde o nascimento, especialmente em famílias de portadores de glaucoma. Outros fatores de risco são:

- idade acima 40 anos

- raça negra

- usuário crônico de colírios com corticóide

- portadores de doenças sistêmicas

O oftalmologista Ezon Ferraz afirma que “mesmo sem cura, é possível manter uma vida normal com a doença, desde que o diagnóstico seja precoce e o tratamento seja regular e feito desde o início. É necessário fazer consultas periódicas para avaliar se o tratamento está sendo efetivo ou não. Descuidar do tratamento pode ter consequências graves”.

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