Adrenalina nas alturas

Jovens buscam adrenalina nas alturas em parque de diversão

Mesmo sentindo medo, jovens buscam adrenalina nos brinquedos radicais.
Angra Nascimento / Imirante Imperatriz26/09/2015 às 08h06

IMPERATRIZ – Brinquedos radicais em parques de diversões costumam dividir opiniões. De um lado as pessoas que, mesmo com medo, gostam de sentir uma forte carga de emoção e adrenalina, e do outro, aquelas que correm dos brinquedos desafiadores.

A reportagem do Na Mira acompanhou uma família, em Imperatriz, que decidiu viver a emoção dos brinquedos radicais em um parque de diversão instalado na cidade. A dona de casa, Rita Ferreira, levou o filho e os sobrinhos para o parque, mas preferiu ficar longe dos brinquedos. “Deus me livre de arriscar uma aventura dessa, vim mesmo só trazer as crianças”.

Já as crianças, mesmo sentindo muito medo, preferiram os brinquedos mais ousados. É o caso da estudante Juliana Carvalho Rabelo, de 14 anos. Pela primeira vez num parque de diversão, a adolescente, incentivada por amigos, decidiu encarar a emoção do Kamikaze, brinquedo que gira em torno do próprio eixo, e do Fly Zone, atração inspirada em grandes parques internacionais.

Antes de começar a aventura, a jovem mostrou-se bem animada. “Eu nunca brinquei em brinquedos assim, hoje vai ser a primeira vez”, disse decidida, descartando a possibilidade de desistência. Porém, após a aventura no Kamikaze, Juliana mostrou-se apreensiva. “Eu senti uma emoção muita grande. Pensei que fosse cair e morrer”.

Mas, apesar disso, a menina que foi desafiada pelos amigos, decidiu se aventurar também, no Fly Zone, o mais energético. “Me falaram que é muito legal, mas não sei se quero viver essa aventura. Estou tremendo só de pensar”, disse antes de subir. No entanto, Juliana foi persuadida, e decidiu encarar o medo. Quando os instrutores fecharam o cinto, nossa reportagem acompanhou de perto o momento de desespero da adolescente.

Desesperada, a Julaina chorou e tentou desistir. Mas já era tarde. Após três minutos de uma adrenalina intensa, a jovem, ao descer não conseguiu falar. “Não sei o que senti”, disse chorando, amparada pelos amigos. Para piorar, a adolescente ainda teve uma reação fisiológica, durante e depois da aventura. “Vomitei, e agora, estou com a pressão muita baixa”, afirmou, descartando um novo passeio.

A psicóloga Silvana Ferreira de Sousa afirma que todo ser humano gosta de se testar, de saber até aonde vai a sua capacidade. “É com esse objetivo, que as pessoas decidem enfrentar uma aventura em parques de diversão. Elas querem saber qual sua capacidade. Mesmo sabendo dos riscos que correm, muitas preferem viver uma extensa adrenalina, justamente neste intuito de se testar", diz.

Outro ponto que Silvana destaca é que muitas pessoas, principalmente os adolescentes, gostam de se mostrar corajosos para os outros e, com isso, decidem se aventurar em brinquedos radicais. “Além de querer se testar, existe um certo exibicionismo, de se mostrar para o outro, como corajoso”. Foi o caso da Juliana Carvalho Rabelo, que quis mostrar para os amiguinhos que, também, seria capaz.

Contudo, a jovem descartou uma nova aventura. “Acho que não vou mais. É uma sensação de medo intenso, indescritível”, disse, após se recompor do susto.

A aventura no parque de diversão não terminou por aí. A repórter do Na Mira, decidiu, também, sentir a adrenalina do Fly Zone.

- Apesar de muito medo ao subir, senti a forte adrenalina do brinquedo. É um vento muito forte e a sensação é de total desespero, os três minutos parecem 10. É impossível não acreditar que não vai cair. Só mesmo que tem coragem, porque depois que fecha o cinto, não tem como desistir -.

Os brinquedos radicais do parque têm uma série de recomendação, como por exemplo, a pessoa não pode ter passado por cirurgia recentemente, não ter labirintite, problemas na coluna, cardíacos, não ter medo de lugar aberto, altura, não ser hipertenso, não ter problemas respiratórios, não está sob efeito de bebida alcoólica ou outro entorpecente, entre outras recomendações.

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