Contribuição

Iphan conquista assento em Comitê de Patrimônio Cultural Imaterial da Unesco

Essa é terceira vez que o Brasil terá um mandato, cuja função é promover a salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial em nível internacional.
Na Mira, com informações do IPHAN12/09/2020 às 13h25
Iphan conquista assento em Comitê de Patrimônio Cultural Imaterial da Unesco​Dentre as atribuições do comitê intergovernamental, que é composto por 24 países, estão a promoção e a salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial em âmbito internacional. (Reprodução)

BRASIL - O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) terá novamente um assento no Comitê Intergovernamental para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial da Unesco. A decisão foi divulgada na quinta-feira (10) durante a assembleia geral do organismo, realizada em Paris.

Essa é terceira vez que o Brasil terá um mandato, cuja função é promover a salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial em nível internacional, acompanhar e contribuir com a implementação da Convenção para Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial e, também, participar do processo decisório sobre a inscrição de bens nas listas representativas do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, de Melhores Práticas de Salvaguarda e de Salvaguarda Urgente.

Dentre as atribuições do comitê intergovernamental, que é composto por 24 países, estão a promoção e a salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial em âmbito internacional a partir do fomento, acompanhamento e aplicação das diretrizes da convenção. O comitê também é responsável por examinar as solicitações apresentadas por estados-parte para a inscrição de bens na lista representativa do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, como o Complexo Cultural do Bumba meu boi do Maranhão, que no ano passado também recebeu o reconhecimento da Unesco.

Para o diretor do Departamento de Cooperação e Fomento (Decof) do Iphan, Raphael Hallack, desde a década de 1970 a atuação do Brasil e de outros países vem ampliando o conceito de Patrimônio Cultural no âmbito da Unesco. “Durante todo esse percurso, o Brasil teve papel de destaque com importantes aportes conceituais que certamente muito contribuíram para o desenvolvimento do campo do Patrimônio Cultural no mundo”, avalia o diretor. “Esse protagonismo será maximizado com a oportunidade de novamente fazer parte do comitê, trazendo ganhos na representação internacional do país.”

Segundo o diretor do Departamento do Patrimônio Imaterial (DPI) do Iphan, “o Brasil se mantém como um dos países que possui uma das políticas de preservação do patrimônio imaterial mais refinadas e que, desde 2000, vem sendo modelo para os demais países e para a própria Unesco". Ainda segundo Hermano Queiroz, a "representação do Brasil no comitê muito somará para o fortalecimento da aplicação da Convenção do Patrimônio Imaterial e compartilhamento de experiências”.

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