Páscoa

Chocolate pode causar danos graves nos pets, alerta veterinária

Cerca de 110gs de chocolate já são suficientes para dar intoxicação alimentar em cães de 3kg.
Na Mira, com informações da Assessoria31/03/2018 às 07h52
Chocolate pode causar danos graves nos pets, alerta veterináriao chocolate é um dos principais alimentos que estão proibidos de serem consumidos pelos animais. (Foto: Reprodução)

SÃO PAULO - A Páscoa está chegando e fazer um agrado para seu cachorro ou gato pode ter um efeito prejudicial a saúde do animal. Segundo a médica-veterinária Juliana Fernandes, o chocolate é um dos principais alimentos que estão proibidos de serem consumidos pelos animais.

Além de serem ricos em gorduras e açucares, os chocolates – principalmente os mais puros, amargos e meio amargos, possuem cafeína e uma substância chamada teobromina, que pode causar intoxicação em cães. “Em grandes quantidades no organismo do animal, a teobromina vai causar excitação, aumento da pressão arterial, arritmias cardíacas, tremores e incontinência urinária. Já a cafeína vai levar ao aumento da frequência cardíaca e respiratória, hiperexcitabilidade, tremores e por vezes convulsões. Em casos mais graves, a ingestão de chocolate pode levar a convulsões e morte”, explica Juliana.

Para a médica-veterinária, até pequenas quantidades podem ser prejudiciais principalmente para cães de pequeno porte. “Não há doses seguras recomendadas para ingestão dessas substâncias. Estima-se que um cão de 3kg já apresenta sinais de intoxicação grave com aproximadamente 110gs de chocolate”, ressalta.

Embora o chocolate seja o grande vilão para os animais nesta Páscoa, Juliana também faz um alerta para outros tipos de alimentos que estão proibidos para consumo, como: cebola, uvas, carambola, macadâmias, alimentos com açúcar refinado e farinha branca. “Alguns dos ingredientes citados são perigosos apenas em longo prazo, enquanto outros podem causar reações adversas imediatamente após o consumo”, explica.

Petiscos são seguros?

Para Juliana, a resposta é sim, mas desde que seja em pequenas quantidades e calculados por um veterinário nutrólogo ou zootecnista. “No geral, indicamos que a quantidade diária não ultrapasse 10% da ingestão calórica do dia, que deve ser reduzida do consumo de alimento do animal”, sugere.

Atualmente, já existem pesquisas que comprovam que uma nutrição adequada pode reduzir o aparecimento de problemas de saúde, melhorar a disposição e até mesmo aumentar a expectativa de vida dos animais. “Procure um profissional para orientar sobre a melhor forma de alimentar o seu pet”, sugere Juliana.

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