Bastidores

“Minha saída foi na boa”, relembra Tramontina sobre deixar TV Globo

Jornalista recorda carreira e fala de novos projetos em entrevista.

Na Mira, com informações da assessoria

- Atualizada em 28/07/2022 às 14h57
Jornalista também compartilhou informações sobre seus novos projetos.
Jornalista também compartilhou informações sobre seus novos projetos. (Rogério Pallatta/SBT)

BRASIL - Com mais de 40 anos de televisão, Carlos Tramontina fala sobre sua saída da TV Globo em entrevista ao The Noite. “Já vinha falando que queria descansar e ter um ano de viagens, fazer outras coisas. Falei com a minha diretora já no começo do ano e não escondia de ninguém.... Minha ideia não era chegar aos 80 anos e descobrir que ‘puxa, deveria ter feito aquilo’. Não, eu quero ir para tal lugar, eu quero fazer tal coisa”. 

A respeito do acordo, conta: “falei ‘vamos conversar. Quero impor duas coisas. Uma: eu quero sair sem mágoa. Duas: eu quero ter, por parte da Globo, o reconhecimento da minha dedicação. Saí ‘numa boa’. A Globo reconheceu, de diferentes formas, e isso faz parte de um acordo confidencial, a minha dedicação à empresa”. E completa: “defini que queria fazer o Carnaval, a apuração e falei ‘quero estar no jornal até o último instante’.... Minha saída foi absolutamente na boa”. 

Ele diz que não usa terno desde o dia 26 de abril e comenta: “houve um momento em que eu tinha onze ternos. A turma acompanha e, se você começa a repetir o terno, todo dia, o cara fala assim ‘você está com o mesmo de ontem, essa gravata eu já vi’”. 

Tramontina recorda sua primeira entrada ao vivo, que lhe causou até mesmo uma dor de barriga de nervoso: “era uma campanha de vacinação. Estamos falando de uma época que não tinha celular, a comunicação não era tão boa. Você tinha que fazer acontecer e rezar para que tudo desse certo”. 

Falando das grandes coberturas que já fez, avalia: “fiz coberturas de grandes enterros. Ainda bem que ninguém me marcou como ‘o cara do enterro’”. E revela um fato que presenciou no velório de Ayrton Senna: “me lembro da Adriane Galisteu chegando ao velório e não se aproximando do caixão. Ficou ao fundo. Ela não era aceita pela família. Quando a Xuxa chegou, foi recebida pela família, ficou ali, ao lado do caixão e tudo mais”. 

O jornalista recorda ainda que, na ocasião da morte dos Mamonas Assassinas, teve um ‘imprevisto’: tinha ido a um restaurante japonês e o saquê estava bom. Fui dormir tarde depois de algumas (doses). Me acordaram 5h da manhã ‘os rapazes morreram, os Mamonas’. Eu falei: ‘Ramones? Não gosto do Ramones’. Uma confusão. Falei ‘nesse momento não há a mínima condição de sair daqui e ir para o trabalho. Me dá mais umas duas horinhas para eu me recuperar (da ressaca)’”. 

Sobre os novos projetos, declara: "estou cuidando agora, bem, do Instagram e, de forma muito simples, abri o canal do YouTube e coloquei duas reportagens que fiz sobre São Paulo. Tem dado uma repercussão e um resultado muito interessantes". Carlos Tramontina comenta ainda sua famosa frase "seis e ônibus" e diz: "virou meme de uma tal maneira que as pessoas não esquecem". Aproveitando a deixa, Danilo o presenteia com um relógio personalizado que faz referência ao meme. 

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