Internacional

Simpatizantes de Mursi apelam por mais protestos contra governo do Egito

Carolina Gonçalves/Agência Brasil11/08/2013 às 16h52

BRASÍLIA – Simpatizantes do presidente deposto Mohamed Mursi apelaram hoje (11) por novos protestos no Egito pedindo o retorno do líder afastado do poder no início de julho. A convocação por mais manifestações ocorreu independentemente do prazo dado pelo atual governo egípcio para que os manifestantes desocupassem as praças no Cairo onde estão concentrados.

Na última semana, o governo do Egito deu novo ultimato aos aliados do presidente deposto Mohammed Mursi, que estão acampados nas praças Rabaa al-Adawiya e Nahda, no Cairo. O primeiro-ministro egípcio, Hazem Beblawia, disse que, depois das festas pelo final do mês do Ramadã, que terminam hoje à noite, vai dispersar à força os manifestantes pró-Mursi.

O novo governo interino, estabelecido pelos militares, tentou dispersar os protestos mas não convenceu os islamitas a deixar os locais de concentração. Os militares prometeram eleições para o início de 2014, mas os manifestantes exigem, há mais de um mês, o retorno ao poder do primeiro presidente egípcio eleito democraticamente, deposto e preso pelo Exército, depois de manifestações que pediam sua saída.

A comunidade internacional, com a União Europeia e os Estados Unidos à frente, multiplicou as tentativas de mediação do diálogo nos últimos dez dias, mas ainda não conseguiu avançar em um acordo.

Os senadores norte-americanos John McCain e Lindsey Graham pediram, no início do mês, a libertação dos presos políticos egípcios e o início de um diálogo nacional que inclua todas as partes envolvidas.

Desde a destituição de Mursi, várias cidades foram ocupadas e registraram confrontos entre grupos simpatizantes e contrários ao governo do presidente interino, Adly Mansour. Muitos enfrentamentos ocorreram de forma violenta.

A comunidade internacional teme um banho de sangue com a ameça feita pelo atual governo. Em um mês, mais de 250 pessoas morreram nos confrontos com as forças de segurança e apoiantes do novo regime. A maior parte das vítimas era favorável a Mursi.

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