ATUALIDADES

Casos de dengue sobem 76,8% em São Luís; médica faz alerta

Larissa Bordalo explica os motivos do aumento e reforça a importância do engajamento comunitário

Mirante News FM

Larissa Bordalo em entrevista ao Atualidades, com Anna Clara Dias e Marcelo Rodrigues. (Wesly Lima/Mirante News FM)

SÃO LUÍS – No programa Atualidades, da Mirante News FM, a médica Larissa Bordalo explicou os motivos do aumento de 76,8% nos casos de dengue na capital maranhense e reforçou a importância do diagnóstico precoce e do engajamento comunitário.

O cenário epidemiológico de São Luís contabilizou 2.395 casos entre janeiro e setembro, 1.040 a mais que no mesmo período de 2025. A especialista explicou que o aumento significativo decorre da combinação entre fatores climáticos propícios à proliferação do mosquito Aedes aegypti e deficiências estruturais na vigilância em saúde e nas condições de saneamento básico. Segundo a médica, o acesso desigual à saúde nas áreas periféricas impacta diretamente no agravamento dos quadros e na ocorrência de desfechos fatais.

Durante o bate-papo, Larissa reforçou a importância da identificação precoce dos chamados "sinais de alarme", como hemorragias e manchas na pele decorrentes da queda de plaquetas, além da atenção redobrada a grupos de risco com comorbidades.

A médica fez um alerta crítico contra a automedicação em casos suspeitos, recomendando a suspensão total de anti-inflamatórios não esteroidais –  como ibuprofeno e ácido acetilsalicílico (AAS) – , pelo risco de agravarem quadros hemorrágicos. Ela destacou ainda que a hidratação deve ser reforçada preventivamente, aumentando a ingestão diária para 35 ml por quilo corporal.

Ao abordar a prevenção, a especialista ressaltou que ferramentas como a vacina e os repelentes atuam de forma complementar, mas não substituem a eliminação diária dos focos de água parada. A médica enfatizou que a mobilização no combate ao vetor exige uma mudança cultural que envolva toda a sociedade.

“A gente precisa entender que o destino correto do lixo é uma função nossa, a gente tem gestão, a gente tem o apoio da saúde pra tá orientando através da vigilância epidemiológica, mas nós como cidadãos, nós temos que ter noção, é igual o cuidado preventivo ali, no combate ao acúmulo de água, ao destino de lixo correto, é igual a vacina, é uma ação coletiva, não é só pensar individualmente, é você pensar nas pessoas que estão ali ao seu redor”.

Veja.

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