PONTO FINAL

Abuso sexual contra crianças é tema de obra da promotora Lana Pessoa

Com seis anos de experiência, a promotora Lana Pessoa lança obra para combater o abuso sexual infantil e orientar famílias e escolas em São Luís.

Wesly Lima / Mirante News FM

Promotora de Justiça Lana Pessoa durante entrevista ao Ponto Final com Jorge Aragão. (Wesly Lima / Mirante News)

SÃO LUÍS - O abuso sexual contra crianças e adolescentes é tema do livro O Sintoma do Silêncio, Abuso Sexual o Mal-Estar Contemporâneo, lançado pela promotora de Justiça Lana Pessoa, titular da 6ª Promotoria de Justiça da Infância e Juventude de São Luís. A obra reúne perspectivas psicanalítica, criminológica e jurídica e busca ampliar o debate sobre prevenção, identificação e enfrentamento da violência sexual.

Segundo Lana Pessoa, a publicação surgiu a partir da experiência de seis anos de atuação no combate aos crimes sexuais contra crianças e adolescentes. A promotora afirmou que decidiu abordar o tema em uma linguagem mais acessível para alcançar famílias, escolas e demais integrantes da rede de proteção.

“Só 10% dos casos reais chegam para a investigação. 90% fica no limbo.”

Sinais e acolhimento

A promotora explica que mudanças de comportamento podem indicar que uma criança esteja passando por alguma situação de violência. Entre os sinais citados estão alterações de comportamento, agitação e agressividade.

Lana Pessoa também destacou o papel da escola na identificação dos casos. Segundo ela, professores podem se tornar pessoas de confiança para crianças que têm dificuldade de falar sobre o que estão vivendo.

O acolhimento, de acordo com a promotora, é fundamental para evitar a revitimização. Ela defende que a criança seja ouvida em um ambiente adequado e não precise repetir diversas vezes o relato sobre a violência.

A promotora também reforçou a importância da presença dos pais e responsáveis na rotina das crianças. Para ela, a proximidade e o diálogo ajudam a criar um ambiente de confiança para que possíveis situações de abuso sejam comunicadas."

"A gente sabe que a internet é um mundo sem lei. Por mais que se cuide... Mas nós temos pais extremamente irresponsáveis, que dão um smartphone para um filho, mas não sabem o que ele acessa, não sabem para onde ele vai."

Assista.

 


 

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