Carol Santiago leva 3º ouro e deixa Tóquio como maior medalhista do Brasil em uma edição

Nadadora pernambucana de 36 anos quebrou jejum de 17 anos sem ouros femininos em Paralimpíadas; Cecília Araújo é prata nos 50m livre da classe S8
01/09/2021 às 09h09

Dou-lhe, dou-lhe duas, dou-lhe três! Maria Carolina Santiago, a Carol, não para de fazer história nas Paralimpíadas de Tóquio. A pernambucana, que quebrou um jejum de 17 anos sem ouros femininos na natação, conquistou na manhã desta quarta-feira sua terceira láurea dourada na capital japonesa.

Com a marca de 1min14s89, novo recorde paralímpico, ela deixou para trás a russa Daria Lukianenko (1min17s55) e a ucraniana Yaryna Matlo (1min20s31) na final dos 100m peito da classe SB12 (para atletas com deficiências visuais). Isso em um dia marcado pela aposentadoria do lendário Daniel Dias.

Foi o quinto pódio da nadadora de 36 anos no Japão. Antes, ela havia vencido os 50m livre S13 e os 100m livre S12, levado uma prata no revezamento 4x100m livre misto até 49 pontos e um bronze nos 100m costas S12.

Com esses feitos todos, ela se torna a atleta brasileira mulher com mais medalhas em uma única edição de Paralimpíada.

Outra brasileira nos 100m peito SB12, Lucilene Sousa ficou em quinto lugar, com 1min30s25.

Prata de Cecília

Carol não foi a única brasileira a fazer bonito nesta quarta. Cecília Araújo levou a prata nos 50m livre da classe S8 (para atletas com deficiências físicas) ao registrar 30s83, pouco atrás da campeã paralímpica, a russa Viktoriia Ishchiulova (29s91). O bronze terminou nas mãos da italiana Xenia Palazzo.

Foi o primeiro pódio de Cecília em Tóquio. Ela ainda terá mais duas chances de brilhar na capital japonesa: nos 100m livre S9 e nos 100m borboleta S8.

Bronze de Talisson

Parecia que não ia dar. Mas deu, e por milímetros. Talisson Glock conseguiu nesta quarta-feira a medalha de bronze nos 100m livre classe S6 (para atletas com deficiências físicas) no Centro Aquático das Paralimpíadas de Tóquio literalmente na batida de mão.

Enquanto o ouro terminou com o italiano Antonio Fantin se impôs para levar o ouro com recorde mundial (1min03s71) e o colombiano Nelson Crispin Corzo veio logo atrás (1min04s82), o brasileiro parecia atrás do chinês Jia Hongguang.

Mas, no metro final de prova, ele se esticou para superar o asiático por apenas um décimo: 1min05s45 x 1min05s55.

Foi a primeira medalha individual paralímpica do catarinense em Tóquio, que havia levado um bronze no revezamento 4x50m livre misto de até 20 pontos. Ao todo, ele soma quatro pódios paralímpicos na carreira (todos terceiros lugares).

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