Brasil sem fome

Jair Oliveira fala da participação da música-tema da campanha nacional contra a fome

Em parceria com Wilson Simoninha, Jair Oliveira disse que a música veio em um momento oportuno em sua vida. A campanha é uma iniciativa da Cufa, Gerando Falcões e Frente Nacional Antirracista.
Pedro Sobrinho/Jornalista 12/04/2021 às 14h36
Jair Oliveira na sala virtual do Plugado, na Mirante FM. Foto: Facebook/Arquivo (Jair Oliveira)

Músicos Jair Oliveira e Wilson Simoninha dividem os vocais da estreia da canção-tema do movimento nacional Panela Cheia, lançado no programa FANTÁSTICO, da REDE GLOBO, no último dia 4 de abril, que busca arrecadar recursos para a compra de 2 milhões de cestas básicas para distribuição em todo o país.

Em entrevista ao jornalista PEDRO SOBRINHO, nesse domingo (11/4), no PLUGADO, na MIRANTE FM, o músico Jair Oliveira falou da importância em participar da campanha contra a fome no Brasil e da parceria com Wilson Simoninha.

- Escrevi a letra em uma única noite e quando a escutei pela primeira vez, já senti a emoção e a força necessárias para comunicar o propósito e dividir a parceria com Wilson Simoninha - conta Jair Oliveira, filho do cantor e compositor Jair Rodrigues e integrante da saudosa TURMA DO BALÃO MÁGICO.

A música-tema foi composta pelo próprio Jair Oliveira. - Panela cheia salva e a fome mata. Panela cheia é esperança e a fome é a dureza que as pessoas estão vivendo. Pegamos todos esses elementos e começamos a destrinchar - explica.

As próximas etapas do projeto, cuja a campanha nacional é assinada pela agência Africa, terão as vozes voluntárias de Alcione, Péricles, Fernanda Abreu, Maria Rita, Naiara Azevedo, Carlinhos Brown, Dudu Nobre, Zeca Pagodinho, Lexa e Vanessa da Mata.



Panela Cheia

A iniciativa é fruto da união conjunta contra a fome entre entidades que mais conhecem a realidade de comunidades vulneráveis no Brasil: CUFA (Central Única das Favelas), Gerando Falcões e Frente Nacional Antirracista, com apoio da União SP e cooperação da UNESCO.

- O Panela Cheia chega em um momento de extrema gravidade. Com a pandemia do novo Coronavírus levando a milhares de mortes diárias, os impactos econômicos e sociais fizeram com que a fome se alastrasse ainda mais pelo país - frisa.

A fome mata

Pesquisa do Data Favela (parceria da CUFA com o Instituto Locomotiva) aponta que quase 7 em cada dez (68%) pessoas que vivem em comunidades no Brasil tiveram piora em sua alimentação em 2021. A média de refeições diárias nestes locais é de menos de duas (1,9) e 68% dos moradores afirmam que, ao longo de 15 dias, em ao menos um faltou dinheiro para comprar comida. Por dados alarmantes como estes, a mensagem da campanha é clara: “Fome mata. Panela cheia salva”.

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