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DJ Sistah Ilú conta como um baile periférico no Espírito Santo se transformou em movimento nacional via websérie

O primeiro episódio da série foi lançado em 24 de fevereiro e vai até esta quarta. Em bate-papo na Mirante FM, a arquiteta e dj capixaba falou de como está encarando a vida e profissionalmente neste momento de Pandemia.
Pedro Sobrinho/Jornalista 06/04/2021 às 17h00
DJ Sistah Ilu na sala virtual do Plugado, na Mirante FM, falando do Bekoo das Pretas. Foto: Facebook/Arquivo (Sistah Ilu)

A ALDEIA É GLOBAL. E o PLUGADO, na MIRANTE FM, é uma espécie de PLUGIN´, um CONECTE-SE com os movimentos artísticos, especialmante os que envolvem a música, em convergência do local e o global, vice-versa. Na edição do domingo (4/4), a arquiteta e DJ, a capixaba, Sistah Ilú, trocou ideias sobre a 'WEBSÉRIE BEKOO DAS PRETAS', cuja jornada e primeira edição é no Beco das Pulgas (2016) no Centro de Vitória ES, passando pelas últimas edições na quadra da escola de samba MUG no bairro Glória, Vila Velha.

O primeiro episódio foi lançado no dia 24 de fevereiro. A série traz sete episódios, sendo um por semana até esta quarta-feira, sete de abril. A produção é do Instituto Das Pretas, mesma organização capixaba que faz o Encontro das Pretas, com apoio da Budweiser.

Em cada episódio serão entrelaçadas narrativas individuais e coletivas com o movimento da festa, dentre os temas abordados ao longo da websérie estão a história do Bekoo, impacto social, planejamento financeiro, precificação, gestão de carreira e estratégias antirracistas, além de empreendedorismo preto.

Bekoo das Pretas

Criada em 2016, a festa já levou nomes como Pathy Dejesus, Miria Alves, Drik Barbosa, Tamy Reis, KLJay, Aisha Mbikila, CIA e Budah, em 2020 foi responsável por levar mais de 60 (sessenta) mil pessoas no primeiro bloco de carnaval de rua com recorte musical no universo do Hip Hop, para as ruas do centro de Vitória. Nessa parceria com a Budweiser, a franquia registra sua história na websérie Made by Queens ao retratar as figuras responsáveis por transformar e serem agentes transformadores de seus territórios.

Cada episódio da websérie tem uma temática central e independente, possibilitando a independência de cada episódio mas, ao mesmo tempo, que a websérie seja assistida sequencialmente para construir essa narrativa geral proposta.

A proposta é trazer a tona o impacto transformador das ressignificações a partir de uma retomada artístico-cultural de protagonismo negro feminino e periférico enraizada e impulsionada a partir da criação do Bekoo das Pretas. é a maior festa preta periférica protagonizada por mulheres do eixo Sudeste. Essa websérie abre novos caminhosnto festa e a sua evolução enquanto movimento.

- Não se trata apenas de uma festa, Bekoo é território, Quilombo Urbano onde o corpo preto é livre, belo e rico. Muita música do universo do Hip Hop, de funk ao R&B contemporâneo, passando pelos reggaeton e afrobeats emplacando sucessos atuais e clássicos da black music brasileira e internacional. O Bekoo é a maior festa preta periférica protagonizada por mulheres do eixo Sudeste. Essa websérie abre novos caminhos para um projeto que não se resume apenas a festa, mas quando sua evolução enquanto movimento que mobiliza o Brasil - assegura a DJ Sistah Ilú.

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