Edição Cênicas

Xama Teatro representa o Maranhão no Festival Arte Como Respiro do Itaú Cultural

O espetáculo "A Carroça é Nossa" será apresentada neste domingo (6/9), no site do Itaú Cultural (www.itaucultural.org.br). As peças serão exibidas entre os dias 2 e 6 de setembro (de quarta a domingo).
Pedro Sobrinho/Jornalista 01/09/2020 às 13h32

O Coletivo maranhense Xama Teatro apresenta o espetáculo "A CARROÇA É NOSSA", neste domingo (6/8), na série do Festival Arte como Respiro - Edição Cênicas, com apresentações de mais dezesseis espetáculos contemplados no edital de emergência. As peças serão exibidas entre os dias 2 e 6 de setembro (quarta-feira a domingo da semana que vem) no site do Itaú Cultural

Coletivo Xama Teatro com a Carroça é Nossa no Festival Arte como Respiro do Itaú Cultural. Foto: Facebook/Arquivo

Em entrevista no último domingo (30/8), no Plugado, Gisele Vasconcelos falou da importância destes editais e destacou a participação do Xama Teatro no festival.

- Sobre os editais que estão acontecendo no Brasil, eu digo que ainda são poucos, raros. O Itaú é uma das poucas que têm feito estes editais. E a gente percebe que, realmente, a demanda é grande. Basta ver o números de inscritos para os números de selecionados e contemplados, você vê uma demanda no Brasil que necessita que instituições, empresas, órgãos públicos lancem seus editais para a arte cênica, que são justamente a arte, a linguagem que sofre muito com a pandemia. Ainda não estão liberados espetáculos cênicos em espaços abertos ou fechados como teatro - lamenta Gisele.

- Quando a gente se inscreveu no edital Arte como Respiro e recebeu esse resultado positivo da seleção foi bem satisfatório para grupo. A Carroça é Nossa é um espetáculo que comemora 15 anos em 2020 e a gente estava cheio de projetos com esse espetáculo. Simplesmente todas as apresentações foram canceladas por motivo que todos já conhecem. Nós iríamos fazer uma rota de circuito por dez cidades de São Paulo, em abril. Nós, ainda, temos um projeto do BASA, pode ser que ainda aconteça se for permitido teatro em dezembro, que é para rota do Rio Amazonas. Enfim, a peça rodaria o país para festejar os 15 anos. Portanto, é uma satisfação ter o espetáculo dentro do festival, é uma forma comemorativa, de está mostrando este trabalho gravado em 2012, não é a nova roupagem do espetáculo - explica.

Renata Figueirado não considera 2020 um ano perdido para o grupo Xama Teatro. - Aproveitamos este ano para fazer uma reflexão a respeito do nosso trabalho, nos reinventar de toda forma possível. O grupo Xama Teatro tem a sorte de trabalhar com pesquisa, estudos, então a gente está podendo se desdobrar por esta parte. Gisele está com o projeto "VAGABUNDA", captando recursos, trabalhando, produzindo bastante, de forma remota para que a equipe não corra riscos - explica.

Lei Aldir Blanc

Quando o assunto é a Lei Aldir Blanc, como um "help" momentâneo para a classe artística brasileira, que teve de ficar em casa por conta da pandemia, Lauande Aires, disse que a mesma surge em um momento de extrema importância para a cadeia produtiva da arte no país.

Ele, também, questionou a postura da Prefeitura de São Luís, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, por transferir para o governo do Estado o poder de operacionalizar os recursos financeiros destinados a capital maranhense.

Preocupado com a situação, o ator garantiu que a categoria vai mobilizar esforços e se empenhar para que os recursos da Lei Aldir Blanc, destinados a São Luís, possam chegar a quem é merecedor de fato e de direito: os produtores culturais.

- Afinal de contas, nós estamos numa cidade que é cultural, que tem dois títulos de património cultural. É inadmíssivel que numa gestão pública você possa se recusar a gerenciar e argumentar que não tem condições de gerir dinheiro público. A lei está aí, os prazos estão aí, a lei é emergencial, os artistas necessitam a ter acesso rápido a esses recursos - assegura.

Roteiro

O espetáculo "A CARROÇA É NOSSA" é uma criação coletiva, originária de 2005. O texto atual, escrito em 2012, após oito anos de experimentação com roteiros improvisados, foi organizado a partir das etapas de apresentação das toadas do bumba meu boi, no Maranhão. Nessa obra teatral, quatro personagens, Pedoca (Lauande Aires), Cecé (Renata Figueiredo), Toinha (Gisele Vasconcelos) e Joaninha (Cris Campos), partem em uma jornada em busca do animal para puxar uma carroça mágica até os seus sonhos. Durante a busca, percebem que precisam desvendar um enigma.

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