Sotaque de pandeirão ou da baixada maranhense

Boi Unidos de Santa Fé: mistura fé, devoção, tradição e resistência

Fundado por Zé Olhinho, em 1988, natural de São Vicente de Férrer, e seus colegas da baixada maranhense, que se estabeleceram na década de 50 no bairro de Fátima, onde criaram a história da brincadeira
Pedro Sobrinho/Jornalista 24/06/2020 às 11h54
Zé Olhinho, amo do boi Unidos de Santa Fé (Unidos de Santa Fé)

O Bairro de Fátima está localizado, praticamente, no Centro de São Luís. Assim como o Bairro da Liberdade, é um autêntico quilombo urbano, embora ainda não reconhecido legalmente. A maioria da população que reside na comunidade é oriunda da Baixada Maranhense, e tem como referência a forte presença das manifestações negras de raiz.

O bairro possui duas escolas de samba, vários blocos tradicionais, bloco afro Abibimã, tambor de crioula, bumba bois de zabumba, de Pindaré, no sotaque de pandeirão ou da baixada, além do Boi Unidos de Santa Fé.

Fundado por Zé Olhinho, natural de São Vicente de Férrer, e seus colegas da baixada maranhense, que se estabeleceram na década de 50 no bairro de Fátima,o Boi de Santa Fé levou para comunidade suas batidas, passos, instrumentos, indumentárias e personagens. Ele foi fundado em 1988, festejando 32 anos de história, em 2020, aliado pela fé, devoção, tradição e resistência.

O Boi de Santa Fé, um dos contemplados para homenagem, no Barracão Pão com Ovo, na edição do último dia 17 de junnho, reúne um conjunto de cazumbas (que chega a reunir 40 integrantes), que são embaladas com as toadas de Zé Olhinho. O esplendor visual de suas apresentações são algumas das joias do Santa Fé, ao lado de seu conjunto de percussionistas e brincantes. A live do Boi de Santa Fé será realizada neste sábado (27/6).

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