Folclore, pesquisa e festança

Maria Michol Carvalho traduz a história e o legado deixado no Centro de Cultura Popular Domingos Vieira Filho

A pesquisadora se eternizou com as manifestações da Cultura Popular do Maranhão que ela ajudou a fortalecer. Michol contribuiu com o Iphan-MA para que o bumba meu boi se tornasse Patrimônio Imaterial do Brasil.
Pedro Sobrinho/Jornalista 23/06/2020 às 13h20

A história de Maria Michol Carvalho se resume ao trabalho desenvolvido por ela no Centro de Cultura Popular Domingos Veira Filho, localizado na rua do Giz, na Praia Grande, no Centro Histórico de São Luís.

Pesquisadora maranhense Maria Michol Carvalho homenageada no Barracão Pão com Ovo. Foto; Arquivo/Google

O centro mantém a exposição permanente "Casa da Festa", com temáticas relacionadas a cultos afro brasileiros e afro maranhense (tambor de mina, Festa do Divino, cultura indígena, artesanato, bambaê de caixa, cacuriá, entre outros rituais locais).

Este equipamento, ligado à Secretaria de Estado da Cultura (Secma), foi a grande realização profissional de Maria Micholl. Ela atuou como diretora do Centro de Cultura Popular Domingos Vieira Filho por vários anos, onde desenvolveu ações que contribuiram para o engrandecimento das manifestações populares do Maranhão.

Jornalista e Técnica do Iphan, Isaurina Nunes falando da importância da pesquisadora Maria Michol Carvalho para a Cultura Popular do Maranhão. Foto: Arquivo/Mirante FM

Maria Michol Carvalho foi responsável pelo Inventário Nacional de Referências Culturais dos Blocos Tradicionais, que está na lista de espera para tornar-se Patrimônio Imaterial do Brasil. Ela também participou do processo de tombamento do tambor de crioula e do bumba meu boi como Patrimônio Imaterial do Brasil, contribuindo com o Iphan - Instituto do Patrimônio Histórico Nacional, com sua pesquisa sobre as duas manifestações folclóricas maranhenses.

Michol também foi responsável pela criação de diversos espaços culturais, a exemplo da Casa do Nhozinho, Casa do Maranhão, Cada Fésta e Casa do Divino, em Alcântara. Foi idealizadora de eventos como a exposição do Arvoredo, Divino Maranhão e o Baile do Bigorrilho.

Maria Michol Carvalho morreu no dia 12 de novembro de 2012, em Fortaleza (CE), vítima de parada cardíaca. O trabalho deixado pela pesquisadora, ainda, hoje frutifica e se eternizou com as manifestações da Cultura Popular do Maranhão que ela ajudou a fortalecer. E para falar mais sobre Maria Michol, no Barracão Pão com Ovo, na segunda-feira (15/6), apresentado por João Marcos, César Boaes (Clarisse Milhomem) e Adeilson Santos (Dijé), a jornalista e técnica do Iphan-MA, Isaurina Nunes.

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