Comunicólogos & Outros Jobs

Mavi Simão fala de sua versatilidade com a comunicação, da paixão pelo cinema e do filho: o Maranhão na Tela

Em entrevista ao jornalista Pedro Sobrinho, a multimídia diz, ainda, que toda a sua história de vida está conectada com os costumes do Maranhão. Mavi Simão é paulista de nascimento, mas com o coração maranhense.,
Pedro Sobrinho/Jornalista 17/03/2020 às 13h21

A terceira edição do quadro COMUNICÓLOGOS & OUTROS JOBS recebeu, nesse domingo (15/3), a multimídia Mavi Simão, paulistana de nascimento, mas com o coração maranhense. Segundo ela, toda a sua história de vida está conectada com os costumes maranhenses.

Mavi Simão no Plugado, na Mirante FM, no quadro Comunicólogos & Outros Jobs

- Nasci em São Paulo, capital. Depois, meus pais resolveram morar no interior de São Paulo, e escolheram a pacata, mas desenvolvida cidade de São José do Rio Preto. Cheguei em São Luís em 1996. Me sinto mais maranhense do que paulistana. O meu pai é paulista, a minha mãe é maranhense, mas desde criança saboreio a comida daqui, abacate com farinha d´água - conta.

Comunicação Multifacetada

Como uma pessoa inquieta e cheia de versatilidade, Mavi relata das experiências vivenciadas com o universo da comunicação.

- Eu comecei a vida com a comunicação em São José do Rio Preto produzindo festas e shows, e lá fechava mídia no rádio. Fiz teste para uma rádio em São José do Rio Preto, fui aprovado e virei locutora comercial. Ao chegar em São Luís, em 1996, trabalhei na Phocus Publicidade, na Mallmann Marketing. Tive ainda o meu primeiro programa na TV Difusora, O Guia de Compras, que ficou pouco tempo no ar. Passei pelo jornal Folha do Maranhão em que tinha uma coluna voltada para cultura, entretenimento. Surgiu a oportunidade de ir para o Rio de Janeiro fazer jornalismo e acabei fazendo cinema. Enfim, no relacionamento com a comunicação me sinto privilegiada pois passei pelo rádio, jornal, TV, agência, até chegar ao cinema - ressalta.

Além do jornalismo e cinema, Mavi também gosta de cantar e dançar e diz que o seu jeito alegre e divertido vem de berço.

- A inspiração da dança vem do berço. Qualquer lugar em que tinha música eu queria dançar. Dançava em qualquer palco, até em bingo de igreja - brinca.

Solta a voz no palco

Ao ser questionada sobre a faceta de cantora, Mavi conta que experimentou pela primeira vez o contato com o palco em seu aniversário de 30 anos.

- Esta é outra faceta minha que começou como uma brincadeira. No meu aniversário de 30 anos, morava no Rio de Janeiro, e resolvi uma festa genuínamente maranhense. Alê Muniz e Luciana Simões moravam em São Paulo vieram de lá me presentear Foi a primeira que o Criolina tocou na vida. Foi o primeiro registro deles dois no palco. Tocou ainda César Nascimento, os Mariocas, Meirelles Júnior lançou um livro, Cavi selecinou vários curtas maranhenses e fizemos uma mostra. Foi uma festa 100% maranhense, na Lapa. Foi uma festa lotada e legal em que eu cantei. Ao completar 40 anos resolvi fazer outra festa para superar as do 30. Me coloquei este desafio de voltar cantar. E foi muito legal. Agora, eu canto - enfatiza.

Cidade Maravilhosa, da beleza e sem caos

Morar dez anos no Rio de Janeiro vai além da festa de aniversário. Para Mavi, foi um momento prazeroso e de enriquecimento profissional.

- Morei 10 anos no Rio de Janeiro. Foi muito importante para consolidar, criar as bases do meu trabalho hoje. Ter formado em cinema, pra mim foi fundamental ter trabalhado em um canal de TV com estrutura, ter me relacionado com profissionais de mercado, diretores, roteiristas, produtores, grandes produtoras. Foi a base para o Maranhão na Tela nascer tanto de relações, que eu precisava ter para que eu pudesse trazer estas pessoas pra cá, quanto do meu próprio conhecimento, da minha própria capacidade. O Maranhão na Tela não seria o que ele é se não fosse formada em cinema - completa.

Longas-Metragens

O cinema e o Maranhão na Tela são dois assuntos que estão sempre na pauta de Mavi Simão. Ela fala da produção exitosa e aceitação do público e crítica para Terminal Praia Grande, do novo longa "A Noiva do Diabo".

- Sempre produzi muitos curtas. Aí, nasce o meu primeiro filme, meu primeiro trabalho autoral no cinema, o longa Terminal Praia Grande. A princípio não tive vontade de dirigir. Depois que assumi a direção de um filme pela primeira vez. Meu Deus, eu só quero fazer isto na minha vida. Sou suspeita para falar do Terminal Praia Grande. Foi uma experiência intensa e maravilhosa. Já assisti mais de 50 vezes e toda vez que assisto sinto amor pelo filme. É um filme que promove um impacto e ninguém sai ileso ao assisti-lo. É um filme com DNA maranhense na cabeça. Estou trabalhando bastante no desenvolvimento do meu novo longa, A Noiva do Diabo, tendo como protagonista Áurea Maranhão, a minha atriz fetiche, Auro Juriciê, Breno Nino, Lauande Aires. Embora vivenciando este contexto cultural cheio de complexidade no que diz respeito cinematográfico no país, a gente inscreveu o filme em projetos em busca de recursos para viabilizar o longa-metragem - assegura.

Maranhão na Tela: filão e filho

Em se tratando do Maranhão na Tela, Mavi o define como um filho. Ela fala das dificuldades para manter o festival em atividade, mas afirma que o mesmo se legitimou como um evento formador de plateia e significativo no calendário cultural de São Luís.

- O Maranhão na Tela chegou em sua décima terceira edição. A cada edição se consolida, encontra mais o caminho do público. O festival criou uma grande plateia que não existia pelo fato de ocupar espaço público, com acesso livre. Na edição passada, mais de mil pessoas prestigiaram o festival na Escadaria da Praia Grande, além das possibilidades criadas de linha especial de ônibus que levou as pessoas para o cinema que serviu de espaço do festival, com uma qualidade impecável de exibição, além de proporcionamos um ambiente de mercado, do valorizar a produção do cinema local, pensando de dentro para fora. O objetivo do Maranhão na Tela é este fomentar, trazer conhecimento, promover troca como realizador local - define. - A gente já pensa nesta edição do festival, mas sabemos que o taxímetro zera, a gente nunca sabe se vai acontecer uma nova edição do festival. Sempre a incógnita e a corrida atrás para que o Maranhão na Tela se concretize. É sempre tenso - explica.

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