Comunicólogos & Outros Jobs

Em tempos de crise econômica e nova ordem mundial, o 'Hobby' vira atividade profissional, diz Vanessa Serra

Na visão da jornalista e DJ, além do profissional, hoje, ter mil e uma utilidades, tem que exercer a profissão aliando prazer e reconhecimento financeiro. Vanessa, ainda, destacou o seu projeto envolvendo música e poesia.
Pedro Sobrinho/Jornalista 04/02/2020 às 08h51

Como já dizia o poeta Chico Science: "um passo à frente e você não está mais no mesmo lugar". O PLUGADO é um programa em busca eterna pela inovação. E para dinamizar o programa, levado ao ar, nas quintas e sextas, das 22h à meia-noite, e domingo, das 15h às 18h, foi criado o quadro quinzenal, intitulado, "COMUNICÓLOGOS & OUTROS JOBS'.

O objetivo é chamar profissionais das diversas áreas da comunicação locais e de fora para falar, que além da vocação, o trabalhador contemporâneo tem que abraçar outras atividades que venham contemplar prazer e sobrevivência.

Na edição de estreia, no último domingo (2/2), a jornalista e DJ Vanessa Serra foi a anfritriã. Ela falou de jornalismo como vocação e o seu envolvimento com o universo da discotecagem. Adotando uma tendência mundial, o profissional tem que atuar no mercado de forma múltipla. Para Vanessa Serra, o "HOBBY" virou atividade profissional, se referindo a sua vivência como DJ.

- Em tempos de mudança global, da crise sóciopolítica no Brasil, o que se vê é uma gama de profisisonais atuando no mercado de forma múltipla. Costumo dizer que o "hobby" virou atividade profissional. Agora, é necessário que a gente procure algo aliado ao prazer, mas também que seja rentável, pois tristeza não paga dívida - brinca com a frase irreverente e sábia da cantora e compositora maranhense Patativa.

DJ Vanessa Serra 100% analógica e no vinil

Música e Poesia

Vanessa Serra comentou sobre a sua agenda como DJ e destacou o projeto "VINIL & POESIA", que acontece todas às quartas-feiras, no Cazumbá Lounge, na Lagoa da Jansen. Ela explora a discotecagem no vinil com recital interativo, em que a plateia pode se sentir à vontade para interagir declamando poemas.

A ideia, definida por Vanessa como "lúdica", foi lançada em dezembro passado, já conquistou um público cativo. O primeiro convidado para um recital foi o jornalista Zema Ribeiro. com poemas de Paulo Leminski. Já passaram pelo projeto o músico Tutuca, o DJ Jorge Choairy e a cineasta Ana Tércia Lobato, com poemas de Lúcia Santos, o economista Felipe de Holanda, a professora Karla Castro e o poeta ZéMaria Medeiros, idealizador da VIDA É UMA FESTA.

Nesta edição da quarta-feira (5/2), a convidada é a cantora maranhense, Dicy Rocha.

Analógica, mas contextualizada

Vanessa Serra não é aversa as novas tecnologias da discotecagem. Segundo ela, o caminho que gosta de seguir é o analógico, com set 100% vinil, com o qual se personalizou e criou uma legião de admiradores.

- As pessoas querem uma definição para o meu trabalho. Eu costumo dizer que trabalho com vinis, de forma analógica. Ouço música de maneira original, não mexo na música, não faço samplers. Toco de maneira tradicional usando apenas um equipamento de ponta para que possa contemplar o meu trabalho com aquilo que eu acredito e fez com que eu conquistasse um público cativo que gosta de ouvir o que eu toco - assegura.

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