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O rock nacional e a MPB revivem com Cássia Eller

Todo o poder de intérprete da cantora brasiliense está, na íntegra em, ''''Todo Veneno Vivo'''', uma homenagem ao Cazuza
João Marcus07/10/2019 às 21h14

Cássia Rejane Eller (1962-2001), de tantas histórias pitorescas, é revivida por Marcelo Castello Branco, então presidente da gravadora PolyGram (hoje Universal). Ele leu que a cantora era fã de vídeos pornô e que os assistia no estúdio, mas, os escondia quando aparecia alguém da companhia. Castello mandou então um fornecimento do que havia de mais forte no universo pornográfico juntamente com um bilhete que avisava que ela podia “consumir” o material sem restrições. Foi com esse clima, que ela gravou “Veneno AntiMonotonia” (1997), álbum dedicado à obra do compositor Cazuza.

Ele rendeu um disco ao vivo, “Veneno Vivo”, que está sendo lançado agora em versão mais completa: “Todo Veneno Vivo” aproveita catorze canções do material lançado em 1998 e restante é completado por dez faixas que foram interpretadas no show, mas que não saíram no álbum. Entre elas estão versões de “Blues da Piedade”;

“Preciso Dizer que te Amo”, mais blues e apaixonado;

e, “Menina Mimada” com pegada rock’n’roll, do Barão Vermelho, e acrescido com um versos extraídos de “Quinta-Feira” (Tópicos para uma Semana Utópica), poema de Cazuza.

Sobre Cássia Eller, já foi dito que era a Fernanda Montenegro da MPB. Sendo assim, as versões “Todo Veneno Vivo” estão dignos de concorrer ao Oscar da música.

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