Jornal da Mira

Bancários vão deliberar sobre proposta da Fenaban e ameaçam greve

A categoria se reúne, simultaneamente, em São Luís e Imperatriz para avaliar proposta da Fenaban, e ameaça greve para setembro.
Pedro Sobrinho/Jornalista29/08/2018 às 12h59
Glaydson Botelho e Clóvia Cabalau conversam com Dielson Rodrigues Silva, secretário-geral do Sindicato dos Bancários do Maranhão. (Rainara Moraes)

Bancários se reúnem nesta quarta-feira, às 18h30, na sede do Sindicato dos Bancários em São Luís e Imperatriz. A Assembleia Geral tem como objetivo avaliar a proposta da Federação Nacional dos Bancos - Fenaban e dos bancos públicos.

De acordo com o secretário-geral do Sindicato dos Bancários do Maranhão - SEEB-MA, Dielson Rodrigues Silva, a categoria vai decidir se rejeita ou não proposta de acordo apresentada pelos banqueiros.

- A categoria vai decidir sobre a proposta dos banqueiros. Dependendo da rejeição ou não da proposta feita pelos banqueiros, decidiremos sobre indicativo de greve já para próxima semana. Caso a decisão seja favorável ao movimento grevista todos os bancos ficarão com as portas fechadas até que as reivindicações da categoria sejam atendidas - adverte.

Repúdio

Em Assembleia Geral realizada no último dia 18 de agosto, em São Luís, os bancários maranhenses repudiaram a postura da Fenaban por não apresentar uma contraproposta às reivindicações da categoria na rodada de negociação ocorrida em 17 de agosto deste ano, em São Paulo. Na ocasião, os bancos se limitaram apenas a marcar uma nova negociação para terça-feira, 21 de agosto, o que frustrou os trabalhadores.

Proposta banqueiros

Os banqueiros reajuste salarial de 5% (3,78% de inflação + 1,18% de aumento) e a manutenção dos direitos previstos na atual Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). A proposta prevê, ainda, acordo com validade de dois anos.

As negociações com o Banco do Brasil e a Caixa Federal também garantiram a manutenção das cláusulas dos acordos específicos, inclusive Saúde Caixa e PLR Social, que estavam ameaçados.

A proposta também prevê a manutenção dos direitos da CCT para os hipersuficientes. Esses trabalhadores, aproximadamente 91 mil na categoria, que ganham mais de R$ 11.291,60, estariam expostos a negociar diretamente com os patrões e poderiam perder até a PLR, de acordo com a reforma trabalhista.

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