Acorde e Recorde

Acorde e Recorde: Datas que marcaram época e giro musical

O programa do dia 11 de novembro marca 50 dias para acabar o ano, giro musical de artistas nacionais e internacionais, além de relembrar datas marcantes da história

Glaydson Botelho

Você sabia?

Faltam 50 dias para acabar o ano.

A história marca que em 1955, ocorre o golpe para evitar a posse do Presidente do Brasil Juscelino Kubitschek. O Cruzador Tamandaré tenta partir do Rio de Janeiro para Santos a fim de se integrar ao grupo de conspiradores. General Lott consegue neutralizar o ato de insubordinação. O presidente interino, Carlos Luz, foi afastado do cargo por estar a bordo do Tamandaré. O então presidente do Senado Federal, Nereu Ramos, assume interinamente a presidência do Brasil.

Giro musical:

Ivan Lins ecebeu no palco do Mandala Bay, em Las Vegas (EUA), o tradicional Prêmio à Excelência Musical do Grammy Latino

Na noite de ontem, 9 de novembro, Ivan Lins recebeu nos Estados Unidos uma honraria justa que nunca lhe foi concedida no Brasil. O cantor, compositor e pianista carioca recebeu no palco do Mandala Bay, em Las Vegas (EUA), o tradicional Prêmio à Excelência Musical do Grammy Latino. Em bom português, Ivan foi laureado pelo conjunto monumental de obra que completa 60 anos em 2025 se levado em conta que o artista entrou em cena em 1965 como pianista do Alfa Trio, cinco anos de alcançar projetação nacional em festival de 1970, ano em que ninguém menos do que Elis Regina (1945 – 1982) propagou em escala nacional o então inédito samba Madalena, parceria de Ivan com Ronaldo Monteiro de Souza. Ivan Lins se tornou, ao longo dos anos 1970, um dos gigantes da MPB. Suprassumo dessa obra, a parceria de Ivan com o letrista paulista Vitor Martins apareceu nos álbuns Modo livre (1974) e Chama acesa (1975), alcançando o auge no lote formado pelos álbuns Somos todos iguais nessa noite (1977), Nos dias de hoje (1978), A noite (1979) e Novo tempo (1980), grandes e coesos discos que figuram entre o que de melhor se produziu na música brasileira nos anos 1970.

Djavan lança hoje (11) seu 26º álbum de estúdio, “Improviso”

Prestes a completar 50 anos de carreira, Djavan lança hoje (11) seu 26º álbum de estúdio, “Improviso”. O artista sabe bem o peso de seu nome — um dos maiores da música brasileira —, mas diz que isso não faz diferença na hora de compor. O sofrimento é o mesmo de sempre, porque “compor é doloroso”. Com um álbum de inéditas a cada dois anos, Djavan conta que renova suas inspirações a partir de shows e viagens pelo mundo. Dessa vez, a colheita desaguou em um álbum que, apesar do nome, foi produzido meticulosamente. Com 12 faixas, o disco mistura jazz, samba, R&B e poesia djavanesca. Em “Pra Sempre”, o artista homenageia Michael Jackson. Embora a canção seja lançada só agora, sua produção começou em 1987, quando Djavan diz ter sido convidado para compor para “Bad” — um dos álbuns mais emblemáticos do rei do pop. Ele conta que foi Quincy Jones quem o convidou. O americano era produtor do Michael e, além disso, trabalhava com Djavan. O brasileiro tinha ganhado destaque internacional em 1982, quando lançou “Luz”, álbum de hits como “Açaí”, “Sina” e “Samurai” — faixa que tem Stevie Wonder tocando gaita. Os versos de “Pra Sempre” pintam Michael Jackson como alguém imortal e “pendurado na nuvem, mas muito longe do céu”.

A impressão original dye-transfer da capa de Aladdin Sane (1973), que traz David Bowie com um raio azul e vermelho atravessando o rosto, foi vendida por £381.400 (cerca de US$ 497 mil) em um leilão da Bonhams, em Londres

A imagem mais icônica de David Bowie voltou a chamar atenção do mundo. A impressão original dye-transfer da capa de Aladdin Sane (1973), que traz o artista com um raio azul e vermelho atravessando o rosto, foi vendida por £381.400 (cerca de US$ 497 mil) em um leilão da Bonhams, em Londres, na quarta-feira, 5 de novembro. A venda integrou a coleção especial “The Mona Lisa of Pop: The Duffy Archive” e quebrou o recorde mundial para uma obra de arte de capa de disco, reforçando o valor histórico e estético do retrato que transformou a imagem de Bowie em um ícone da cultura pop. A fotografia, assinada por Brian Duffy, foi feita em janeiro de 1973 em seu estúdio, em Londres, com direção de arte do próprio fotógrafo. O raio, esboçado por Duffy, foi aplicado pelo maquiador Pierre La Roche, parceiro frequente de Bowie e também responsável pelo visual de Mick Jagger. A famosa “gota” — ou símbolo de água — pintada na clavícula foi criada por Philip Castle usando aerografia, enquanto o cabelo vermelho flamejante foi moldado por Suzi Ronson. O resultado é uma das imagens mais reconhecíveis da música, que ajudou a consolidar a figura do artista como um ser entre o humano e o extraterrestre, mistura de teatro, moda e som.

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