Ponto Final

César Pires defende revacinação de profissionais da saúde

Deputado estadual foi entrevistado no programa Ponto Final, na Mirante AM
Rádio Mirante AM08/07/2021 às 10h16

O deputado estadual César Pires (PV), em entrevista ao radialista Jorge Aragão, nesta quinta-feira (08), ao Ponto Final, na Mirante AM, falou sobre a eficácia da vacina CoronaVac, imunizante Chinês produzido pelo laboratório Sinovac em parceria com o instituto Butantan.

César Pires disse que é a favor que o público vacinado com CoronaVac seja revacinado ou que tome uma dose extra do imunizante.

"A princípio eu era até contrário a esse tipo de posicionamento, mas os fatos me levaram a pensar diferente. Vamos olhar um pouco para trás. Quando Albert Fading, inventor da (vacina contra) poliomielite, a famosa gotinha, veio para o Brasil, ele disse que o Brasil nunca seria um país desenvolvido, porque fazia propaganda em televisão e rádio para o povo se vacinar contra a poliomielite. Quarenta e tantos anos depois, se dá prêmios aqui no Brasil, se sorteia de semana em semana, levando as pessoas a se vacinarem, ou seja, a consciência dos brasileiros, em relação a vacinação, ainda não mudou, ou se mudou, mudou muito pouco", disse.

O parlamentar também explicou os motivos que o fizeram mudar de opinião a respeito da revacinação.

"Mas o que me levou a isso? Primeiro eu perdi um amigo, Raimundo Vale. Vacinou, festejou a segunda dose em fevereiro da CoronaVac. Ontem, o Cabralzinho me ligou, falando do ex-sogro, Cláudio Vaz, que vacinou também e morreu de CoronaVac. O Rêgo, colega meu, veterinário, saiu 75 dias depois. Presidente Sarney. E o Edivaldo ontem me dizia: - César! Eu tô com menos cinco. Dizia ele. Foi fazer um exame de imunidade. O pai do ex-comandante da polícia, Coronel Isamel, morreu vacinado. A mãe do Bráulio, assessoria do Cartas na Mesa, foi fazer exame e deu negativo. Eu estou citando nomes porque eu pedi a cada um, permissão para que eu pudesse falar. Todos vacinados com CoronaVac", explicou.

César Pires questionou o fato do governo estar sorteando prêmios para incentivar as pessoas a se vacinarem e sugeriu que esse dinheiro fosse investido em teste para saber o grau de imunização desse público que foi vacinado com CoronaVac.

"Por que não faz uma testagem? Tira um dinheiro, em vez de dar prêmio, para fazer a testagem por amostragem científica para saber o nível de imunização que a sociedade tá realmente. Vacinar, não quer dizer que está imunizado. A prova está aí. O promotor, o Ministério Público, devia também não punir a pessoa que está tomando a terceira dose. Porque essa pessoa quando foi tomar a terceira dose, ela com certeza se sentiu refém. Estado não está sendo pago para vacinar. O Estado está sendo pago para imunizar", disse o parlamentar.

Ouça a entrevista completa.

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