Ponto Final

"A política repete as injustiças da sociedade", diz Jeisael Marx

O pré-candidato à prefeitura de São Luís pelo REDE questiona a isonomia no processo eleitoral.
Rádio Mirante AM01/09/2020 às 12h19

Nesta terça-feira (1º), o pré-candidato à prefeitura de São Luís pelo REDE, o jornalista e radialista Jeisael Marx, em entrevista ao programa Ponto Final, da Rádio Mirante AM, falou do processo eleitoral deste ano e diz que é injusto o afastamento dos profissionais da comunicação por conta do pleito.

Jeisael disse que por conta da legislação eleitoral precisou se afastar de seu trabalho na rádio e na televisão e que atualmente está desempregado. Ele questionou se a legislação é justa, uma vez que outros candidatos que são deputados estaduais e federais continuam podendo trabalhar normalmente.

"A legislação eleitoral ela diz que aqueles que trabalham em rádio e televisão, eles precisam se afastar 90 dias antes do pleito para não desequilibrar o pleito. Agora eu pergunto a você que está em casa, se não desequilibra o pleito, um deputado, e veja bem, a maioria dos pré-candidatos a prefeito de São Luís e que vão disputar a prefeitura são deputados, ou federais ou deputados estaduais, de modo que nenhum deles precisa se afastar e é nítida a utilização do cargo, é nítida a utilização das prerrogativas do mandato em favor da sua pré- candidatura a prefeito de São Luís. Eles não deixam de receber salário, eles continuam com a mesma estrutura de gabinete, e veja bem, os mesmos assessores pagos com o nosso dinheiro, dinheiro público, no gabinete, são utilizados na pré- campanha. Aqui agora é uma pergunta retórica, eu pergunto àqueles que são legisladores, eu pergunto a justiça eleitoral: isso não desequilibra o pleito? Enquanto eu, jornalista, radialista e que trabalho como locutor publicitário, eu a partir deste instante eu estou oficialmente desempregado. Por que que eu tenho que perder o direito de sustentar a minha família pelo fato de querer entrar na política? E aí eu digo que a política repete as injustiças da sociedade. Os grandes partidos têm grandes recursos financeiros, têm grande tempo de televisão, da mesma forma como na sociedade, os ricos têm sempre possibilidade de ganhar mais, de ter mais dinheiro. Os partidos pequenos têm pouco tempo de televisão, têm pouco recursos financeiros. Eu sou o único pré-candidato que pelas alianças formadas ou a falta delas, vai ter dois segundos de televisão. Eu vou conseguir dizer: oi, olá sou Jeisael. E acabou o tempo de televisão. Eu pergunto a você de casa, você acha que esse é um processo justo? Mas quem faz as leis? São eles. Eles vão fazê-las para beneficiar aqueles que já estão nessa cultura política. Então eles não vão mudar a legislação, porque são eles que fazem, são eles que se beneficiam delas. Eu acho injusto", disse.

Jeisael Marx reforça que precisa ser diferente e acredita ter condições de fazer coisas que os outros não fazem por conta da cultura política atual e diz que coloca seu nome a disposição dos ludovicenses para que depois não digam faltaram opções.

"Eu não acredito em política como carreira profissional. Então essa história: Entra para vereador, depois vai vereador de novo, aí depois tu “sai” para deputado. Esse é o retrato do que nós temos aí e eu não quero ser nada perto do retrato que nós temos aí. Veja bem, eu tenho que ser diferente, eu preciso ser diferente, e não é só por querer ser diferente, porque realmente isso passa pelo meu coração, isso passa pela minha cabeça. O eleitor, ele começa a se deparar com as mesmas peças no tabuleiro, o tempo todo são as mesmas peças. A pergunta que eu faço às pessoas de casa neste momento é: Nós queremos eleger as mesmas pessoas de sempre? E veja que quando se fala de renovação, a gente não pode falar só de idade, porque tem um monte de pré-candidato inclusive mais novo que eu disputando a prefeitura de São Luís, mas eu pensei em me colocar à disposição, porque eu vejo coisas, que elas são relativamente fáceis no que diz respeito à solução dos problemas, porque elas passam por uma solução que a cultura política ela não permite que essa solução seja dada, então veja bem, alguém fora dessa cultura política, tem condições de colocar em prática algumas coisas que não são colocadas por causa da cultura política atual, então nesse aspecto é que eu me vejo, e quero me colocar a disposição, porque o que eu tenho acompanhado, eleição após eleição, nós estamos acostumados a escolher o menos ruim, veja bem: “Rapaz esse aqui é ruim, mas esse aqui também é, agora eu vou ter que escolher um dos dois”. Então eu quero me colocar a disposição para que as pessoas depois não digam que não tiveram opção", concluiu.

Ouça a entrevista completa.

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