Ponto Final

Rubens Júnior diz que início do governo Bolsonaro é 'vacilante'

Deputado federal foi entrevistado no Ponto Final por Roberto Fernandes
Rádio Mirante AM16/11/2018 às 11h18

O deputado federal Rubens Júnior (PCdoB) foi o entrevistado desta sexta-feira (16), no Ponto Final, por Roberto Fernandes, na Rádio Mirante AM.

Reeleito para mais um mandato na Câmara dos Deputados com 111.584 votos, Rubens Júnior defendeu que a nova bancada maranhense continue a luta junto ao governo Federal para a conclusão da duplicação da BR-135.

"Eu fico muito feliz em falar da BR-135 até porque eu tive um papel muito importante nessa obra. Essa é uma obra que vinha prometida há muito tempo e a bancada maranhense na Câmara dos Deputadas colocou a emenda impositiva e com a luta dela nós conseguimos garantir o recurso e o trecho 1 foi concluído. Além disso, a bancada maranhense já garantiu os recursos para os trechos 2 e três. A bancada maranhense tem que exigir agora a conclusão desses dois trechos. O trecho hoje entre Entrocamento e Caxuxa está intransitável e nosso papel é cobrar. Por isso já encaminhei documento ao Dnit e acredito que toda a bancada maranhense vai lutar pela conclusão da obra", disse.

Rubens Júnior falou sobre os primeiros movimentos do presidente eleito Jair Bolsonaro e considerou "vacilante" o início do novo governo e criticou o anúncio de extinção do Ministério do Trabalho.

"O temor que existe é que nós não sabemos quem será o Bolsonaro presidente. Existe uma diferença entre o Bolsonaro deputado e o Bolsonaro presidente. Nas redes sociais, o Bolsonaro é imprevisível. Ele, como presidente até aqui é vacilante. Bolsonaro anunciou a extinção do Ministério do Trabalho e uma semana depois ele recuou no que fez certo e eu como faço Oposição com responsabilidade não apoio a política do quanto melhor, pior.

Rubens Júnior disse que é à favor do "revalida" para os cubanos que participam do Mais Médicos e fez um apelo ao presidente Jair Bolsonaro que reveja o seu posicionamento em relação à retirada dos cubanos do programa.

"São mais de 8 mil médicos, a sua maioria atuando na atenção básica no Brasil e que são muito importantes na saúde pública no país. Se confirmado o fim da participação de Cuba no programa Mais Médicos será ruim para comunidades mais carentes. Faltarão profissionais dispostos a trabalhar 40horas/semanais no Programa Saúde da Família, por isso faço um apelo ao presidente eleito que reveja o seu posicionamento".

Perguntado por um ouvinte, o deputado Rubens Júnior explicou a ausência do governador Flávio Dino (PCdoB) no encontro com o presidente Jair Bolsonaro.

"Em primeiro lugar não foi uma decisão do governador. Há uma ação de todos os governadores do Nordeste em bloco. Quem convocou a reunião foi o governador João Dória e nós entendemos que este não tem a legitimidade para convocar um encontro para discutir a região. E nós já pedimos uma reunião do o presidente para tratar exclusivamente do Região Nordeste, sem qualquer intermediário. Não foi uma atitude unilateral, não foi por questões partidárias. Eu concordo que o governador Flávio Dino deva se movimentar em comum acordo com os governadores do Nordeste".

Rubens Júnior também entrou na polêmica sobre a retirada de recursos do FEPA pelo governo Dino e disse que não houve saque, mas sim remanejamento do orçamento.

"Hoje, 100% dos recursos do FEPA é utilizado para pagamento dos aposentados. Há um desvirtuamento (uma fake news) que o dinheiro dos aposentados venha sendo utilidado para o Mais Asfalto isso é impossível. Não houve saque do FEPA. O que existe é um remanejamento do orçamento do que havia sido planejado para o FEPA. Nunca houve um centavo de remanejamento de recursos do FEPA que não seja para pagamento do salário dos aposentados e o governador Flávio Dino já disse que não há nenhum risco de suspensão ou atraso no pagamento de aposentados", finalizou.

Ouça a entrevista na íntegra.

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