Justiça

Maranhão efetua mais de 30 prisões por crime organizado em outubro

Do total de prisões, 23 são flagrantes e 10 por mandados expedidos pela justiça.
Imirante.com, com informações da Seic31/10/2020 às 15h44
Maranhão efetua mais de 30 prisões por crime organizado em outubroRelatório da Seic destaca, ainda, o cumprimento de cinco mandados de prisão pelo Departamento de Combate a Roubos a Instituições Financeiras (Dcrif). (Foto: divulgação/Seic)

MARANHÃO - O mês de outubro encerram com o total de 33 prisões efetuadas e 24 mandados de busca e apreensão cumpridos no Maranhão, de acordo com o balanço da Superintendência Especial de Investigação Criminal (Seic), órgão da Polícia Civil. Do total de prisões, 23 são flagrantes e 10 por mandados expedidos pela justiça.

“Estamos intensificando e reforçando as ações de repressão, com abrangência em todo o Estado, para conter organizações criminosas de atuação diversa. São grupos que praticam roubo a banco, formação de facção, crimes cibernéticos e outros. Seguimos um planejamento que tem foco no combate dessas modalidades e que, consequentemente, soma para frear outras ocorrências, como homicídios e tráfico droga”, pontua o titular da Seic, delegado Carlos Alessandro Rodrigues.

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Relatório da Seic destaca, ainda, o cumprimento de cinco mandados de prisão pelo Departamento de Combate a Roubos a Instituições Financeiras (Dcrif), contra suspeitos de roubo a banco. Onze prisões em flagrantes e cinco mandados cumpridos são resultado de ações do Departamento de Combate ao Crime Organizado (DCCO). Pelo Departamento de Defesa de Serviços Delegados (DDSD), foram cumpridos cinco mandados de busca e 13 prisões em flagrante. Pelo Departamento de Combate a Crimes Tecnológicos (DCCT), foram dois mandados de busca cumpridos.

Entre os casos, o cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão em condomínio na cidade de São José de Ribamar. Dez pessoas foram presas em flagrante pelo crime de furto de energia elétrica. Em perícia no local, a polícia constatou inversão de fase, uso de jumper e ligação direta na rede pública como elementos do crime. Os autuados pagaram fiança e responderão criminalmente em liberdade.

Na operação batizada de Balsa Furada, foram alvos fazendas de soja irrigada e empresas do setor nos municípios de Balsas, Formosa da Serra Negra, Fortaleza dos Nogueiras, Carolina, Tasso Fragoso, dentre outras localidades. A polícia apreendeu quatro transformadores usados para furto de energia elétrica e aplicou multa aos envolvidos.

Prisões por roubo a banco tiraram de circulação suspeitos, armas de grosso calibre, munições e explosivos. Entre os crimes, roubo na modalidade ‘sapatinho’ (extorsão mediante sequestro); e integrante de facção. Ação conjunta das polícias de Colinas (MA) e Marabá (PA) prendeu três membros de facção que planejavam sequestrar funcionário do Banco do Brasil. Entre estes, um policial militar suspeito de organizar o crime e, ainda, uma mulher que intermediava informações entre o policial e criminosos custodiados no Complexo Prisional de Pedrinhas.

Em Grajaú, um casal foi preso flagrado com porção de maconha, R$ 4.1 mil em espécie e três cadernos com anotações sobre o tráfico de drogas. Dois dos autuados já respondem pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e organização criminosa. Operação em São Luís cumpriu 14 mandados de busca e apreensão nos bairros São Francisco, Cantinho do Céu, Recanto dos Vinhais, Vila Progresso, Vila Janaína, Vila Riod, Divineia e Cohatrac.

A ação contou com mais de 110 policiais civis e apoio do Centro Tático Aéreo (CAT). Foram apreendidos ainda duas armas de fogo e munições calibre 38 e .40, cerca de dois quilos de drogas (maconha, cocaína e crack), R$ 3 mil em dinheiro, colete balístico, aparelhos celulares, cadernos de anotações, apetrechos usados no tráfico de drogas e documentos diversos. Seis pessoas foram autuadas em flagrante por tráfico de drogas, integrar organização criminosa, receptação e posse ilegal de arma de fogo.

Ainda na capital, dois suspeitos de crime cibernético foram presos. A dupla entrava em contato com pais dos alunos, oferecendo valor menor para pagamento em boleto. O documento falso era enviado aos pais, cujo valor ia para os fraudadores. Ao ter acesso ao dinheiro, invadiam o sistema de pagamento da escola e davam baixa nos boletos. Um dos suspeitos é funcionário da escola e segundo a polícia, a fraude movimentou cerca de R$ 95 mil. “A Seic prossegue com esse plano de trabalho e avança no controle destes e outros crimes”, enfatiza o delegado Carlos Alessandro Rodrigues.

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