Verba de R$ 4,7 milhões

Maranhão terá acelerador linear para atendimento em radioterapia

Obra para instalação do equipamento será iniciada em 2018, com investimentos do Ministério da Saúde.
Agência Saúde27/11/2017 às 17h09
Maranhão terá acelerador linear para atendimento em radioterapiaCom o aparelho, será ampliado o atendimento de radioterapia no Estado, o que irá permitir um melhor tratamento oncológico aos pacientes. (Foto: Divulgação)

BRASÍLIA - A população do Maranhão será beneficiada com a aquisição do primeiro acelerador linear do Estado, pertencente ao Plano de Expansão da Radioterapia do Ministério da Saúde. A obra do bunker do Hospital Geral Tarquínio Lopes Filho - espaço destinado para a instalação do aparelho - vai ser iniciada no primeiro semestre de 2018. Ao todo, serão investidos mais de R$ 4,7 milhões na compra do equipamento e construção do local adequado. Com o aparelho, será ampliado o atendimento de radioterapia no estado, o que irá permitir um melhor tratamento oncológico aos pacientes.

O projeto do Estado do Maranhão será executado dentro das atividades previstas do Plano de Expansão da Radioterapia, visto que os aceleradores lineares são equipamentos de altíssima complexidade tecnológica e não podem ser instalados sem os devidos cuidados com a proteção radiológica. As instalações exigem espaço físico com características peculiares e distintas das construções tradicionais de estabelecimentos e unidades de saúde, uma vez que envolve, por exemplo, sistemas de climatização específicos, refrigeração da água, sistema elétrico diferenciado e maior espessura das paredes.

Ainda neste ano, estão programadas as entregas de outros equipamentos de radioterapia. Ao todo, cerca de R$ 500 milhões foram investidos para a aquisição de 80 aceleradores lineares, além da realização de projetos e obras. Outros 20 ainda devem ser adquiridos, totalizando 100 aparelhos distribuídos em todas as regiões do país. Os novos equipamentos, que serão adquiridos, viabilizará uma economia de aproximadamente R$ 25 milhões em relação ao que era realizado por meio de convênios.

Assistência

Nos últimos anos, observou-se uma crescente oferta da radioterapia no país. Em 2010, foram realizados 8,3 milhões procedimentos de radioterapia. Em 2016, foram 10,45 milhões, um aumento de 25,9%. Vale ressaltar que essa ampliação também é resultado do investimento realizado pelo Ministério da Saúde na compra de aceleradores lineares, por meio de convênios. Consequentemente, a pasta ampliou, em seis anos, 46% os recursos para tratamentos oncológicos (cirurgias, radioterapias e quimioterapias), passando de R$ 2,27 bilhões, em 2010, para R$ 3,33 bilhões, em 2016. Em 2017, até o momento, foram investidos R$ 672,8 milhões. Somados a esses valores, há ainda os recursos relacionados às ações de média complexidade, como consulta com especialista e realização de exames, além dos medicamentos oncológicos.

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