Manifesto

Estudantes fazem manifesto contra paralisação

O manifesto foi recebido pelo promotor público de Educação Paulo Avelar.
O Estado 04/11/2009 às 08h29

SÃO LUÍS - Quatro entidades estudantis do Estado - a Federação dos Estudantes Secundaristas do Maranhão (Fesma), a Associação dos Estudantes de São Luís (AESL), a Associação Metropolitana de Estudantes (Ames) e a União Municipal dos Estudantes Secundaristas de Paço do Lumiar (Umesp) - protocolaram no Ministério Público um manifesto de repúdio contra a atitude de professores dissidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão (Sinproesemma), de paralisar as aulas em várias escolas públicas do Estado. O manifesto foi recebido pelo promotor público de Educação Paulo Avelar.

O presidente da Ames, Domingos Costa, afirmou que o Movimento de Resistência dos Professores (MRP) há uma semana vem causando transtornos nas salas de aula, impedindo que os alunos cumpram sua carga horária. "O manifesto é direcionado a esse grupo reduzido de professores que está prejudicando principalmente a preparação doa alunos para e Enem e o Prouni", destacou.

No manifesto, os estudantes afirmam: "(...)Em específico, os estudantes secundaristas vêem-se prejudicados nos seus sonhos de entrar em uma universidade, uma vez que o acesso às universidades públicas e ao Prouni ocorre pela participação no Exame Nacional de Curso (Enem), cujas provas estão marcadas para os dias 5 e 6 de dezembro próximo. Como se pode observar, o movimento, sem legitimidade, que tenta impedir as aspirações de milhares de estudantes maranhenses não reconhece que o Governo do Estado tem atendido às reivindicações do movimento docente, razão pela qual o Sinproesemma não participa da greve(...)".

Outro ponto questionado pelas entidades estudantis diz respeito à falta de legitimidade do MRP, que até o momento, segundo as entidades, utiliza os estudantes para criar uma situação de crise no Sinproesemma. "O movimento não tem registro e deixa claro que sua oposição é meramente política, e visa à disputa pela presidência do sindicato. Os alunos estão sendo reféns", denunciou Domingos Costa.

Direitos constitucionais

A classe estudantil afirma que o objetivo do manifesto é garantir direitos constitucionais dos estudantes que estão sendo negados. "(...) Por compromisso com o futuro e justiça com aqueles que se dispõem a respeitar os direitos dos estudantes, somos contra um movimento que tem como motivação pura e simplesmente a disputa sindical. Esses pseudo-educadores não têm dimensão ou não se importam com o futuro de milhares de jovens estudantes. Mais uma vez o estudante é refém das armadilhas dos interesses nem sempre declarados de uma parte de professores sem legitimidade para falar em nome da maioria. Apelamos a estes profissionais que retomem suas funções e demonstrem respeito aos direitos dos estudantes (...)".

Os estudantes pretendem, nos próximos dias, entrar com pedido de medida cautelar no Tribunal de Justiça exigindo que o MRP seja responsabilizado pelos danos causados aos alunos. O Sinproesemma também receberá cópia protocolada do manifesto, segundo os estudantes, nos próximos dias será realizada uma assembléia com os professores do MRP para que o problema da falta de aulas seja solucionado.

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A estimativa é de que 15 mil alunos da rede estadual de ensino estejam sendo prejudicados pelo Movimento de Resistência dos Professores (MRP)

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