Denúncia

Ex-prefeito de Arari emite cheques de Prefeitura

Jornal O Estado do Maranhão 07/07/2007 às 14h29

SÃO LUÍS - O prefeito de Arari, Leão Santos, denunciou ao Ministério Público o ex-prefeito do município, José Nunes Aguiar, o Mindubim, por emissão de cheques pré-datados do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) após ser afastado do cargo. Se fossem compensados os 15 cheques emitidos por Mindubim, R$ 91.540,32 teriam saído dos cofres da Prefeitura de Arari para empresas que não têm nenhum registro de crédito com o Município.

Cassado desde 25 de novembro de 2006, Mindubim não poderia emitir nenhum cheque em nome da Prefeitura, sob risco de ser enquadrado em crimes de improbidade administrativa, estelionato e falsidade ideológica. “Acho que, no mínimo, ele está agindo de má-fé. Por ser advogado, não deveria praticar ilicitudes como estas”, ressaltou Leão Santos.

cheques

De acordo com documentos apresentados por Leão Santos, o ex-prefeito Mindubim emitiu 15 cheques do Banco do Brasil da conta do Fundo de Participação do Município – totalizando R$ 91.540,32 - nominais às empresas E. M. Pereira e T. M. M. Prazeres Móveis e Equipamentos de Escritório. “Assim que assumimos a Prefeitura de Arari, tivemos o cuidado de solicitar a todos os bancos nos quais a Prefeitura tem conta para que eles não compensassem nenhum cheque emitido pela antiga administração”, explicou.

Outro fator que chama a atenção de Leão Santos é que os 15 cheques emitidos por Mindubim e endossados pelo ex-secretário de Fnanças, Silvio Pereira, foram destinados a duas empresas: T. M. Prazeres Móeis e Equipamentos de Escritório e E. M. Pereira. “Além de não conhecermos as empresas, não há nenhum registro contábil de despesas a serem pagas com os cheques emitidos pelo ex-prefeito”, afirmou o atual prefeito.

De posse dos cheques devidamente registrados, Leão Santos encaminhou as provas para o Ministério Público em Arari. “Espero que seja feita justiça, pois a emissão destes cheques é improbidade administrativa, estelionato e falsidade ideológica. E que os envolvidos sejam punidos”, concluiu.

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