Som das Praias

Personagem dos anos 1990, Marilyn Manson ainda fascina

Em 1994, Kurt Cobain se matou, deixando para as gravadoras uma lição

João Marcus

Atualizada em 27/03/2022 às 10h57
(Marilyn Manson)

Mesmo pra quem não gosta, é impressionante o valor comercial de Marilyn. E a prova será tirada nesta quarta-feira (7) de feriado no palco principal do Maximus Festival, no Autódromo de Interlagos de São Paulo (ele é uma das atrações principais, ao lado de Rammstein, Disturbed, Bullet For My Valentine e Halestorm).

Brian Hugh Warner, hoje com 47 anos, criou Marilyn Manson em 1989. Juntou dois ícones norte-americanos: um, da beleza e sensualidade, Marilyn Monroe; e o outro, da violência e insanidade, Charles Manson. É uma marca, além de genial, ao mesmo tempo feminina e masculina, sexy e sangrenta, atraente e repulsiva.

Marilyn Manson explodiu nos anos 1990. Em 1994, Kurt Cobain se matou, deixando para as gravadoras uma lição: a de que valia a pena investir na angústia adolescente. Era um mercado imenso e ainda pouco explorado, e ele tratou de ocupar esse vácuo.

Se meninas boazinhas tinham Backstreet Boys e Hanson, as más teriam Marilyn Manson: Anticristão, cheio de frases polêmicas e mensagens libertárias. Assume seu lado estranho, era a mensagem. Tudo pose, claro, mas sob medida para atrair um público jovem, de classe média e majoritariamente branco, a turma do fundão na escola, meninos e meninas que não se viam representados pelo pop adolescente da época.

Assim era Marilyn Manson.

@mirantefm MUITO MELHOR

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