Uma opinião comum do vocalista da banda Nação Zumbi, Jorge du Peixe, ao documentarista José Eduardo Miglioli e ao escritor Bráulio Tavares, três pessoas muito ligadas ao cantor e compositor pernambucano é que se não tivesse sofrido um acidente fatal de carro em Olinda (PE), em 2 de fevereiro de 1997, Chico Science completaria 50 anos neste domingo (13) e provavelmente permaneceria antenado, como uma parabólica fincada no mangue, ao que há de mais contemporâneo no mundo da música e da cibernética.
Jorge du Peixe acredita que ele estaria flertando com música eletrônica. "A gente ouvia muito drum and bass e jungle. Durante o dia, ele ouvia de Vicente Celestino a Kraftwerk. Mas ele estaria mexendo com coisas diferentes dos dois discos que fez com a Nação Zumbi, que eram bem à frente de sua época e continuam atuais", analisa.
Miglioli, diretor do documentário "Caranguejo Elétrico" sobre a vida e obra de Chico, defende que "O Chico olhava o mundo a partir da província. Só que ele foi ampliando as cercas dele. Então, provavelmente, ele estaria, em 70% do tempo dele, tocando na Europa, Estados Unidos e Japão. Inclusive, na própria trajetória dele, numa curta carreira, a música dele foi mais impactante e deu mais retorno fora do Brasil", avalia.
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