Um dos discos mais influentes na história do heavy metal, "Roots", lançado a vinte anos, que se completa neste sábado (20), foi o sexto álbum da carreira do Sepultura e está aprovado no "teste do tempo", com mais de 2 milhões de cópias vendidas pelo mundo.
A ideia partiu do Sepultura, mas gerou frutos para ambas partes, levando a cultura dos xavantes para o mundo todo.
O flerte do Sepultura com a música tradicional brasileira teve início no álbum anterior, "Chaos AD", na música "Kaiowas", uma composição acústica e focada no violão e percussão. Max Cavalera conta que a ideia de fazer algo junto a uma tribo indígena cresceu entre eles, principalmente quando ele assistiu ao filme "Brincando nos Campos do Senhor", em que missionários americanos tentam converter índios ao cristianismo.
A princípio, Max achou que seria uma boa ideia tentar gravar com os caiapós, mas foi avisado então de que eles não eram muito pacíficos. Depois de ouvirem uma música dos xavantes em um festival em Nova York, escolheram eles.
Angela, jornalista, do Núcleo de Cultura Indígena, que já desenvolvia trabalhos com grupos indígenas, levou um "kit Sepultura" para os xavantes e apresentou a banda à comunidade de 500 habitantes, que aceitou recebê-los. A reação foi de estranheza com o metal pesado, mas sem repulsa. O quarteto embarcou em Goiânia e dois aviões fretados pousaram na região de Camarana, no Mato Grosso, para a missão de três dias.
A ida do grupo a uma tribo indígena para gravar a faixa "Itsári" até hoje marca os envolvidos, da banda ao líder da comunidade, Cipassé, que os recebeu em novembro de 1995. E lá se vão vinte anos de ousadia e diversidade cultural.
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