No Carnaval o ideal é colocar o bloco na rua
Por sua grande abrangência (e também pelo feriado prolongado) é praticamente impossível ficar imune ao carnaval: ame-o ou odeio-o.
Já é carnaval, a festa mais popular do Brasil. Por sua grande abrangência (e também pelo feriado prolongado) é praticamente impossível ficar imune ao carnaval: ame-o ou odeio-o.
Para alguns ressentidos de plantão o carnaval é uma festa “fedorenta, suja, invasiva e destrói a cidade”. Para os preconceituosos defensores da “cura gay”, o “carnaval é usado para promover promiscuidade, confundido como rolê turístico e cultural”.
Nas redes sociais, uma internauta cheia de purismo escreveu: “Quem quer ficar seminua na rua não pode reclamar do machismo”. Ainda nessa linha de raciocínio, um professor desavisado apontou em sua postagem que o carnaval é o “ópio dos brasileiros”.
No entanto, discursos anticarnaval, como os reproduzidos acima, nada mais são do que uma das várias facetas do histórico preconceito a tudo que remeta à população pobre e a qualquer tipo de exaltação à vida.
Carnaval não é sinônimo de alienação. Pelo contrário, nesse momento de catarse coletiva, as manifestações de descontentamento popular reverberam pelas ruas do país. Portanto, como bem disse o escritor Felipe Lucena, “alienado é quem só vê alienação no carnaval”. O Carnaval é o Brasil de verdade que os gringos do mundo inteiro reverenciam.
Além dos argumentos ideológicos e das tentativas de despolitizar a festa mais popular do Brasil, há as justificativas econômicas contra o carnaval. Muitos afirmam que, se o poder público cancelasse os festejos carnavalescos, teríamos mais verbas para áreas como saúde e educação. Mais uma falácia.
Qualquer pessoa que entenda minimamente sobre finanças públicas sabe que o montante arrecadado nos quatro dias de folia é bastante superior aos recursos investidos. Logo, o carnaval também é altamente rentável.
Obviamente, não gostar de carnaval é um direito de qualquer indivíduo. Porém, estragar a festa dos outros, querer militar sobre a fantasia alheia ou fazer campanha pelo fim do carnaval, não são apenas atos egoístas: significa negar um dos únicos momentos de alegria ao (sofrido) povo brasileiro.
Já dizia Pepe Mujica: “A vida não é só trabalhar. É preciso deixar um bom capítulo na vida de cada de um. E o Carnaval é um ato político, de resistência e festivo. Bora Carnavalizar !"
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