Descaso

Estado ficou com R$ 2,8 milhões das UTIs retiradas de Imperatriz

Diante disso, a prefeitura vai entrar com uma ação, contra o Governo do Estado.
Imirante.com, com informações da Assessoria04/08/2018 às 10h14
Estado ficou com R$ 2,8 milhões das UTIs retiradas de ImperatrizEm setembro de 2017, o governo do Estado rompeu com a STI e fechou 20 leitos. (Foto: Divulgação)

IMPERATRIZ – A celeuma envolvendo os leitos de UTI, em Imperatriz, continua. A prefeitura informou que vai representar, por meio do setor jurídico, junto ao Ministério Público, uma ação contra o governo do Estado, que, há dez meses, recebe e se apossa dos repasses feitos pelo governo federal para manutenção dos 20 leitos de UTI fechados em setembro do ano passado.

A alegação para o fechamento foi de desacertos contratuais com a empresa Serviço de Terapia Intensiva (STI). Dezenas de vidas se perderam por falta dessas UTIs, até que a prefeitura, com recursos próprios, implantasse novos 10 leitos nas instalações do Hospital Alvorada, em junho passado.

Em setembro de 2017, o governo do Estado rompeu com a STI e fechou os 20 leitos que funcionavam dentro do Hospital da Unimed. Esse apoio do Estado se dava há alguns anos, desde quando ainda era a gestão da governadora Roseana Sarney, que socorreu a região imperatrizense em virtude da grande demanda gerada por cidades de três Estados, Maranhão, Pará e Tocantins.

A prefeitura, a partir de então, só pode contar com os 20 leitos do Socorrão e os 10 do Socorrinho. Doente em estado gravíssimo, vítimas principalmente de traumas, AVCs e infartos, só têm chance de sobreviverem se forem para uma UTI. Pelo que se vê no Portal da Prefeitura, que disponibiliza a evolução dos pacientes dos seus leitos no Socorrão e no Socorrinho, mais da metade de quem recebe esse tipo de suporte, sobrevive.

Foram oito meses com vinte leitos a menos, até que na primeira semana de junho foi inaugurado vinte leitos novos, instalados dentro do Hospital Alvorada. No dia 15 de junho, por conta da repercussão da iniciativa do prefeito Assis Ramos, o secretário de Saúde do Estado, Carlos Eduardo Lula, veio à Câmara de Imperatriz para anunciar que “no máximo em uma semana”, os 20 leitos de responsabilidade do Estado voltariam a funcionar. Passado oito meses e nada de o Estado sequer um leito.

O mais grave de tudo se revela agora: de setembro do ano passado até os dias de hoje, o Estado recebeu do Ministério da Saúde exatos R$ 2.872.320,00 para pagar a conta dos leitos de UTI que não existem mais em Imperatriz. Esse dinheiro, que continua vindo em cotas mensais, seria exclusivo para isso, mas o governo federal sequer foi informado de que o serviço foi interrompido.

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