Jogos eletrônicos

Jogos eletrônicos: especialista alerta riscos e vantagens

O professor Ivan Lima explica que os games não são vilões absolutos.
Rodrigo Ribeiro/ Imirante Imperatriz31/12/2015 às 08h07

IMPERATRIZ – Atualmente é difícil de evitar que crianças e adolescentes tenham acesso a algum tipo de videogame. Isso se dá por meio do avanço da tecnologia, que coloca à disposição jogos em plataformas das mais variadas e portáteis possíveis, eles têm acesso cada vez mais cedo a esses jogos. No entanto, os games, não são vilões absolutos.

De acordo com o professor e psicanalista Ivan Lima, o acesso das crianças aos videogames é maior em períodos de férias, quando várias dessas crianças e adolescentes costumam trocar a família pelo período inteiro com os jogos.

“Os jogos são uma forma em que as crianças e adolescentes, e até jovens, encontraram para passar o tempo. Muitos desses casos acontecem, porque muitas famílias se encontram desestruturada e os pais acabam dando muito cedo para as crianças um videogame, ou um computador. Assim eles passam muito tempo brincando e a família não precisa se preocupar em cuidados”, observa o psicanalista.

Segundo uma pesquisa realizada pela Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, divulgada em 2011, crianças de até 12 anos, que jogam videogame com regularidade se mostraram mais criativas do que os que jogam sem regularidade. Outras pesquisas, também, mostram que games de ação ajudam a aumentar a velocidade de raciocínio.

O professor Ivan Lima, explica que os games moderados podem sim trazer essas qualidades, no entanto, em excesso, as crianças e adolescentes ou qualquer um que jogarem pode adquirir déficit de atenção.

“A realidade é que no período de férias, as crianças e adolescentes se sentem sós e o videogame se torna a “babá” deles, em vários casos isso traz prejuízos às crianças como o déficit de atenção. É nesse período que eles ficam mais livres por não se preocupar com tempo para acordar, dentre outros fatores. Um conselho que eu dou para os pais é que deixem as crianças tirarem férias da escola, mas não da família”, alerta.

O psicanalista explica que o estudo feito pela Universidade de Michigan mostra uma realidade, pois se os pais moderarem os jogos, como videogame, smartphone, computador, tablet, em quantidade de tempo especifico, as crianças podem melhorar no raciocínio logico e matemática.

“Os games não atrofiam a mente das crianças e adolescentes, pois se usado moderadamente, eles podem despertar o raciocínio logico, fazendo com as crianças fiquem melhor em química, matemática, física. Na verdade, ele é útil, desde que moderado”, finaliza o professor.

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