Consciência Negra

Semana Municipal da Consciência Negra ocorre em Imperatriz

A abertura da Semana ocorrerá no dia 16 no Centro de Ensino Governador Archer.
Imirante Imperatriz, com informações da assessoria12/11/2015 às 13h01

IMPERATRIZ - Foi divulgada nesta semana, a programação da XV Semana Municipal da Consciência Negra, que será realizada no período de 16 a 20 de novembro deste ano. O evento é organizado pelo Centro de Cultura Negra Negro Cosme (CCNNC).

Nessa edição, a Semana aborda a juventude negra ao trazer a temática “Protagonismo da Juventude Negra pela Superação das Desigualdades Raciais”. A abertura da Semana, no dia 16, será no Centro de Ensino Governador Archer, a partir das 9h.

O evento tem como objetivos valorizar o protagonismo da juventude negra na superação das desigualdades raciais que recaem sobre esta importante parcela da sociedade brasileira; refletir sobre os índices de vulnerabilidade juvenil à violência e desigualdades raciais e propiciar espaços para estudantes de escolas públicas socializarem suas pesquisas e produções de conhecimentos à cerca dos conteúdos referentes à Lei 10.639/03 (História e Cultura Afro-Brasileira e Africana).

A programação conta com palestras realizadas em escolas e universidades de Imperatriz e apresentações Culturais. No encerramento, dia 20, na Praça da Cultura, terá a VIII Exposição Afro-Brasileira (música, dança, teatro, poesia, artes visuais, artesanato...) e apresentação do Balé Afro Contemporâneo (BAC).

A Presidenta do CCN, Doralice Mota, explica que, a decisão de discutir essa temática foi tomada a partir da publicação do relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), sobre as condições as quais a população negra é submetida no Brasil. O relatório aponta que, os jovens negros correm 2,5% mais riscos de serem assassinados que um jovem branco e, 62% da população carcerária do país é formada por negros.

Para Mota, “isso é reflexo da condição histórica de exclusão e violência a qual o negro foi e ainda é submetido em nosso país”. Por sua condição social de exclusão, e por compor a maior parte da população da periferia, onde em geral as políticas públicas são ausentes, os jovens negros estão mais vulneráveis a se tornarem vítimas desse sistema em que o Estado é omisso no sentido de resguardar os jovens e promover a inclusão social.

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