Animal Solto

Centro de Zoonoses alerta sobre risco de animal solto em vias

Em 2013, 700 animais foram tirados de vias públicas.
Jefferson Sousa/Imirante Imperatriz10/09/2014 às 12h06

IMPERATRIZ – O Centro de Zoonoses está alertando a população sobre o perigo de animais soltos no perímetro urbano de Imperatriz. De acordo o Centro de Controle de Zoonoses de Imperatriz, uma equipe de captura, formada por nove funcionários, trabalha de segunda a sexta, nos turnos da manhã, tarde e noite, e alguns fins de semana, para prevenir qualquer acidente.

Segundo dados do Centro de Controle de Zoonoses, em 2013, 700 cavalos foram tirados de vias da cidade. O coordenador do Centro de Zoonoses Paulo Henrique Soares e Silva, ressalta, um cavalo pode ocasionar diversos transtornos para os moradores, que vai da transmissão de doenças a acidente de trânsito.

“Um cavalo solto provoca inúmeros danos como, por exemplo, acidente, o cavalo agride, morde e também pode transmitir a raiva; fezes é rica em bactéria do tétano; o cavalo pode sujar a cidade, rasgando o lixo, que pode influenciar para outras doenças”.

Acidentes de trânsito

Nos últimos anos, acidentes envolvendo animais causaram diversas mortes e danos matérias.

Em agosto de 2013, o jovem Antenor Pereira dos Santos, de 24 anos, morreu após colidir contra um cavalo na BR-010. Em novembro, um carro capotou diversas vezes após desviar de um animal solto na pista.

O caso mais chocante envolvendo animais soltos em pista foi dos irmãos Marcelo Aguiar dos Santos, de 22 anos, e Tainara Camila Aguiar, de 19 anos. Em agosto de 2009, eles trafegavam pela Avenida Pedro Neiva de Santana, quando, ao desviar de um animal, bateu de frente com um caminhão de boiadeiro, que vinha no sentido contrário.

Penalidades

De acordo com o coordenador Paulo Henrique, a maior dificuldade em diminuir os números e penalizar os responsáveis, é a inexistência de uma lei que seja mais rigorosa com o dono do animal. Atualmente, apenas uma taxa no valor de R$ 65 é cobrado ao dono, no momento em que vai ao Centro, buscar o animal.

“O número é alto porque o proprietário paga a taxa e, daqui um mês, o animal dele é apreendido novamente. Não existe um número limitado para pagar a taxa. Quantas vezes o animal for apreendido, se ele pagar a taxa, o animal é dele, ele leva. Não existe uma lei que obrigue ele perder a pose”, contou.

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