SÃO LUÍS – Em meio a uma fase de crise dentro e fora de campo, o torcedor do Sampaio Corrêa encontra nos grandes momentos do passado motivos para manter viva a paixão pelo clube. Um dos capítulos mais marcantes da história da Bolívia Querida aconteceu em 1998, quando a equipe disputou a Copa Conmebol e chegou até as semifinais, tornando-se o primeiro clube maranhense a participar de uma competição internacional oficial.
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A campanha terminou diante do Santos. Depois de segurar um empate sem gols na Vila Belmiro, o Sampaio Corrêa recebeu o Peixe no Estádio Castelão, em São Luís, e acabou goleado por 5 a 1. Apesar do resultado, a partida entrou para a história pelo ambiente criado pela torcida tricolor: 95.720 pessoas acompanharam o confronto, segundo números divulgados na época.
Sampaio Corrêa conquista vaga na Copa Conmebol
O caminho do Sampaio Corrêa até a competição internacional começou com o título da Copa Norte de 1998. A conquista garantiu ao clube maranhense o direito de disputar a Copa Conmebol daquele ano.
O primeiro compromisso internacional da história do Sampaio aconteceu em 15 de julho de 1998, contra o América, em Natal.
Na partida de ida, o Tricolor venceu por 1 a 0 fora de casa. No jogo de volta, em São Luís, a equipe segurou o empate por 2 a 2 e avançou para as quartas de final.
Sampaio Corrêa supera clube colombiano nas quartas
Nas quartas de final, o desafio foi ainda maior. O Sampaio Corrêa precisou enfrentar o Quindío, da Colômbia, em seu primeiro confronto contra um clube estrangeiro.
No jogo de ida, disputado na Colômbia, o Tricolor empatou por 1 a 1. A decisão da vaga ficou para São Luís.
Mais de 50 mil torcedores foram ao Castelão para acompanhar o duelo. E a classificação veio de maneira dramática.
Quando a partida caminhava para o empate, Paulo Roberto marcou aos 44 minutos do segundo tempo, garantindo a vitória por 1 a 0 e colocando o Sampaio Corrêa entre os quatro melhores da competição.
A classificação fez o clube maranhense escrever mais uma página inédita em sua história: pela primeira vez, uma equipe do Maranhão chegava a uma semifinal de torneio internacional oficial.
Sampaio Corrêa encara o Santos na semifinal
O adversário da semifinal foi o Santos. No primeiro confronto, na Vila Belmiro, o Sampaio Corrêa conseguiu segurar o empate sem gols e levou a decisão para São Luís.
A expectativa para o jogo de volta era enorme. A torcida tricolor lotou o Castelão e criou um dos maiores públicos da história do futebol maranhense.
O Sampaio Corrêa, comandado pelo técnico Julio Espinosa, começou a partida buscando o ataque e conseguiu abrir o placar aos 32 minutos. Ivan marcou e fez a festa dos quase 100 mil torcedores presentes.
A vantagem, porém, durou pouco. Aos 39 minutos, o meia Lúcio empatou para o Santos. Já nos acréscimos do primeiro tempo, aos 49 minutos, o zagueiro Argel virou o jogo para a equipe paulista.
Santos domina segundo tempo e goleia no Castelão
Precisando reagir, o Sampaio Corrêa voltou para o segundo tempo buscando o empate, mas acabou deixando espaços para os contra-ataques do Santos.
Logo no primeiro minuto da etapa final, Eduardo Marques ampliou a vantagem santista.
O Tricolor ainda tentou diminuir o prejuízo, mas o Santos controlou a partida e aproveitou os espaços deixados pelo adversário.
Aos 20 minutos, Adiel marcou o quarto gol. Quatro minutos depois, Viola fechou a goleada por 5 a 1.
Com o resultado, o Santos garantiu a classificação para a final, enquanto o Sampaio Corrêa encerrou sua participação na semifinal.
Uma campanha que entrou para a história
Apesar da eliminação diante do Santos, a trajetória do Sampaio Corrêa na Copa Conmebol de 1998 permanece como um dos maiores feitos do futebol maranhense.
A campanha teve momentos históricos:
- título da Copa Norte que garantiu a vaga internacional;
- primeira vitória internacional oficial do Sampaio Corrêa;
- classificação diante do América-RN;
- empate contra o Quindío, na Colômbia;
- vitória dramática sobre o clube colombiano em São Luís;
- classificação para a semifinal;
- confronto contra o Santos;
- público de 95.720 torcedores no Castelão.
Mais do que uma goleada sofrida, aquela noite representou a consolidação do Sampaio Corrêa entre os grandes protagonistas do futebol nordestino naquele período e colocou o Maranhão no mapa de uma competição internacional.
Hoje, em um momento de dificuldades, a memória daquela campanha serve como lembrança de uma época em que a Bolívia Querida fez história e levou milhares de torcedores ao Castelão para acompanhar um dos maiores capítulos do futebol maranhense.
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