Amistoso

Inglaterra homenageia França, mas vence amistoso

Após ataques a Paris, os ingleses homenagearam os franceses em Wembley.
Gazeta Esportiva17/11/2015 às 19h58

LONDRES (INGLATERRA) - Quatro dias após os ataques a Paris que abalaram o mundo, a seleção francesa, que disputava amistoso contra a Alemanha durante o acontecimento, voltou a campo. Como visitante, a França foi recebida com diversas homenagens nesta terça-feira, mas acabou derrotada por 2 a 0 pela Inglaterra, em Wembley, com gols de Dele Alli e Wayne Rooney.

Ambas as equipes se classificaram tranquilamente à Eurocopa de 2016, prevista para acontecer em território francês, sendo que os britânicos são cabeças de chave. Preparando-se para a competição, os comandados do técnico Roy Hodgson vinham de derrota por 2 a 0 para a Espanha na última sexta-feira, enquanto, no mesmo dia, Pogba e companhia construíram placar igual sobre a Alemanha.

Mas alguns dos grandes momentos da partida aconteceram fora das quatro linhas. Desde antes da abertura dos portões, o tradicional estádio britânico estava pintado com as cores da bandeira da França, além de estampar o lema da Revolução Francesa em seus leds: “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”.

Apesar da rivalidade histórica entre os dois países, tanto no âmbito esportivo quanto na política, boa parte da torcida inglesa chegou a cantar o hino francês, cuja letra foi exibida nos telões, antes da partida. Além disso, o príncipe William e o primeiro-ministro David Cameron entraram em campo com flores azuis, brancas e vermelhas para completar a homenagem aos 129 mortos e 350 feridos nos ataques terroristas a Paris, realizados na última sexta-feira.

Dois atletas diretamente envolvidos com o trágico acontecimento estiveram em campo. Lass Diarra, meio-campista do Olympique de Marselha, teve uma prima sua morta durante os ataques, mas mesmo assim decidiu seguir com a seleção à Grã-Bretanha e entrou no segundo tempo da partida. Já Antoine Griezmann, atacante do Atlético de Madri que também saiu do banco após o intervalo, viveu momentos dramáticos na sexta-feira, pois sua irmã estava no Bataclan, casa de shows atingida pelos terroristas onde aproximadamente 100 pessoas foram mortas, mas ela conseguiu sair com vida do local.

Após clima de emoção antes do apito inicial, o amistoso de fato começou em ritmo lento no gramado de Wembley. Trocando mais passes, os visitantes se faziam presentes no campo adversário, e o primeiro que tentou transformar a posse de bola em gol foi Gignac, que bateu forte da entrada da área e mandou para fora, rente à trave do goleiro Hart.

A primeira oportunidade adversária despertou os ingleses na partida, fazendo com que começassem a tomar mais iniciativas ofensivas, principalmente através do veloz Sterling. Com a dificuldade de superar a defesa adversária pelo meio, entretanto, os britânicos passaram a apostar nos cruzamentos na área, mas esbarraram em boas saídas do goleiro Lloris. Aos 28 minutos, ele quase escorregou ao tentar driblar o centroavante Harry Kane, mas conseguiu se recuperar no lance.

Dez minutos depois, a Inglaterra aproveitou o bom momento na partida para abrir o placar. Dele Alli, meia do Tottenham, recebeu de Rooney na intermediária e soltou uma pancada, que encontrou o ângulo direito e Lloris e colocou os donos da casa em vantagem. Aos 40, no entanto, o goleiro francês conseguiu intervir em finalização de Harry Kane, que conseguiu girar dentro da área e bateu forte, mas não superou seu companheiro de clube.

Ambas as equipes voltaram dos vestiários com modificações. Do lado da França, Matuidi saiu para a entrada de Pogba, enquanto Hart deu lugar a Butland na meta inglesa. Mas a dinâmica da partida pouco mudou e, ainda dominando a posse de bola, os britânicos aumentaram sua vantagem no placar logo aos dois minutos de bola rolando, quando Sterling recebeu de Alli na esquerda e cruzou bem para Rooney, que acertou um sem-pulo preciso para vencer Lorris e fazer 2 a 0.

Pouco depois, Kane quase repetiu Alli no primeiro gol e bateu forte da intermediária, mas a bola saiu tirando tinta da trave. Tentando reagir, a França teve mais duas alterações em seguida: Giroud entrou no lugar de Gignac e Diarra substituiu Cabaye. Pouco depois, Martial ainda deu sua vaga a Griezmann, e, na Inglaterra, que seguia melhor, Sterling saiu para a entrada de Lallana.

Mais alterações se seguiram, com ambos os treinadores fazendo testes já pensando na Eurocopa de 2016, e o ritmo da partida diminuiu. A França passou a ter mais iniciativa ofensiva, mas não mostrava inspiração e esbarrava na bem postada defesa britânica, não conseguindo mexer no placar.

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