Futebol

Pia Sundhage projeta ano olímpico com a Seleção Brasileira Feminina

Treinadora destacou preparação brasileira para os Jogos de Tóquio.
Imirante Esporte, com informações da CBF01/01/2021 às 21h34
Pia Sundhage projeta ano olímpico com a Seleção Brasileira FemininaPia Sundhage, treinadora da Seleção Brasileira de futebol feminino. (Foto: Thais Magalhães/CBF)

RIO DE JANEIRO - O ano de 2020 impôs muitos desafios para o futebol mundial. Em meio a uma temporada marcada pela paralisação do esporte devido à pandemia de Covid-19, a solução foi encontrar estratégias à distância. A comandante da Seleção Feminina, Pia Sundhage, abraçou o momento e criou meios para manter o grupo unido. Reuniões semanais por vídeoconferência com as jogadoras e a comissão técnica foi uma das maneiras que a treinadora definiu manter o grupo motivado até que os encontros fossem novamente possíveis.

Foram cinco meses de muito trabalhos à distância, até que em setembro, Pia pôde voltar a sentir a sensação de comandar a Seleção Brasileira em campo. Em setembro e outubro, a equipe voltou a se reunir para períodos de treinamentos, o primeiro com atletas brasileiras na Granja Comary, em Teresópolis, e o segundo em Portimão, em Portugal, com jogadoras que atuam na Europa, Estados Unidos e China. Em novembro, dois duelos com o Equador, marcaram a retomada dos duelos internacionais visando a preparação para os Jogos de Tóquio 2020 (adiados para 2021).

"No período de isolamento, ficamos praticamente cinco meses sem nos encontrar. Senti muita falta de todos, principalmente da minha comissão técnica. O que fizemos foram algumas reuniões online, o que eu realmente achei muito importante nesse período porque reforçou a ideia de que nós somos um grupo", conta.

Em um ano e seis meses de trabalho à frente da Seleção Brasileira, Pia soma treze jogos no comando. São oito vitórias, quatro empates e uma derrota. Além disso, a técnica já deu oportunidade para 66 atletas em suas convocações. A sueca enxerga que o grupo está a cada encontro compreendendo sua filosofia de trabalho e avaliou como muito positiva a trajetória.

"Estamos evoluindo passo a passo. Temos um longo caminho pela frente pensando na nossa melhor formação, principalmente quando se trata do passe final. Também temos que achar nossa melhor formação nas jogadas de bola parada. Sou fascinada com a quantidade de atletas canhotas que temos, mas também em como elas são boas na bola aérea. Teremos mais alguns jogos, eu gosto dessa nossa trajetória, está sendo fantástica, e estamos melhorando cada vez mais", destaca.

Quando se trata de Jogos Olímpicos, Pia é experiente no assunto. Nas últimas três edições, chegou à final comandando a Seleção dos Estados Unidos, em 2008 e 2012, e com a Seleção do seu país, a Suécia, em 2016. Com o objetivo de repetir a história, agora, com o Brasil, a técnica se diz ansiosa para a bola rolar em Tóquio, em julho de 2021.

"Estou preparada para essa competição! Será uma montanha-russa com altos e baixos. Estou muito ansiosa para ver o nosso time, é claro que ainda não definimos quem irá para as Olimpíadas, mas há algumas coisas que estou muito empolgada, por exemplo, a Debinha. Ela está marcando muitos gols e joga muito bem com uma das jogadoras mais rápidas que já vi na vida, a Ludmila. A Lud não é apenas rápida, mas também muda o ritmo de jogo mantendo a posse de bola. Acredito que as duas sejam as jogadoras do futuro. Nas Olimpíadas iremos jogar contra excelentes Seleções e precisamos estar preparadas para defender e atacar no mais alto nível. Estou muito ansiosa para isso acontecer!", conclui.

No próximo mês, a Seleção Feminina já retoma a preparação para os Jogos Olímpicos de Tóquio. No dia 5 de janeiro, a equipe se apresenta em Viamão, no Rio Grande do Sul, para um período de quinze dias de treinamentos.

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