Série A

Fábio Moreno fala sobre mudanças no Fluminense

O auxiliar técnico está a frente do time no último jogo pelo Brasileirão.
Imirante Esporte, com informações do Fluminense FC30/11/2018 às 19h26
Fábio Moreno fala sobre mudanças no FluminenseUma vitória ou um empate garante a permanência do Tricolor na Série A. (Foto: Lucas Merçon/ FFC)

RIO DE JANEIRO - O Tricolor terá novo comando à beira do gramado no próximo domingo (2), diante do América-MG, pela 38ª rodada do Campeonato Brasileiro. Fábio Moreno, auxiliar técnico permanente do clube, estará à frente do time no último jogo da temporada profissional do Fluminense e falou sobre o momento do clube em entrevista coletiva no CTPA.

“Recebi a notícia ontem, com a saída do Marcelo. Os resultados não são os esperados e estamos tendo dificuldades nesta reta final do campeonato. Quando foi comunicado ao Marcelo, a direção me chamou e disse que eu seria o escolhido para tocar o time nesta reta final”, explicou Fábio, que chegou ao clube através do técnico Abel Braga, em 2012.

“Por ter trabalhado bastante tempo com o Abel, procuro seguir os conceitos que a gente desenvolveu juntos. Não dá para inventar muita coisa, querer ser o protagonista. É fazer o mais simples possível, tentar entrar na cabeça dos jogadores para fazer um grande jogo. É um jogo decisivo, com um apelo muito grande. Isso ainda vai ser trabalhado”, comentou.

Confira os principais assuntos abordados na coletiva:

EXPERIÊNCIA
"Venho trabalhando no futebol há bastante tempo, apesar de não ser um veterano. Comecei cedo como assistente técnico e fazendo análise de adversários. Trabalhei na Ponte Preta, conheci o Abel lá em 2003, o meu pai era assistente lá. Rodei por Portuguesa, Sport, Inter. Fui convidado para o Fluminense no meio do ano de 2012. Estava na Ponte e toquei junto com ele o segundo turno do Brasileirão daquele ano. Trabalhamos juntos nos Emirados Árabes e voltei junto com ele para o Fluminense em 2017", garantiu Fábio.

TRABALHO
"Faço os cursos da CBF, estou matriculado para fazer a Licença Pro. Procuro aprender ao máximo com todos os treinadores que trabalhei, inclusive o Givanildo, que vamos enfrentar no domingo. Foi um prazer trabalhar com o Marcelo também. Tudo tem a sua hora, quero ser treinador, mas ainda vai chegar a hora. É uma situação diferente desta que eu me encontro. Tenho o respeito do grupo, estou há dois anos aqui, é uma situação mais confortável. Ser treinador é diferente, você encontra outras dificuldades, montagem de elencos, requer outra preparação" disse.

BRASILEIRÃO
"É óbvio que vou tentar dar menos armas possíveis para o Givanildo. Vou trabalhar hoje com os jogadores. Muito vai ser na conversa. Sabemos o desgaste que foi esta partida, ainda mais na parte mental. Os jogadores são expostos ao máximo possível de estresse. Quem conhece vestiário, sabe como é. Com os treinos de hoje e amanhã vamos pensar para tomar a melhor decisão possível", comentou sobre a situação delicada no Brasileirão.

RESPONSABILIDADE
"Desafio gigantesco. O Fluminense não se encontra no lugar que deveria. Passamos a temporada toda brigando por alguma coisa. Disputamos o Carioca, tivemos a um passo de conseguir algo mais, na Sul-Americana batemos na semifinal. E no Brasileiro estes últimos resultados acabaram nos tirando a possibilidade de pensar em algo mais em cima da tabela. A responsabilidade é conseguir ajudar para que este clube não passe por esta situação desconfortável e desgastante, essa eminência de queda gera muitos problemas", comentou.

ESTRATÉGIA
"Sempre trabalhei nesta parte de análise de adversários e montagem de estratégia. Trabalhamos junto com o departamento de análise, que tem muitos profissionais competentes. Está tudo pronto, analisado. Sabemos as virtudes e as dificuldades dos nossos adversários. Mas independente disso o Fluminense precisa se impor. Precisamos que o adversário sinta. Precisamos ser protagonistas, ter o controle da partida. Vamos trabalhar para que a gente consiga montar uma estratégia para neutralizar as virtudes do adversário", finalizou.

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