Judô

Brasileiros conquistam prata no Grand Slam de judô em Abu Dhabi

O Grand Slam de Abu Dhabi é uma das cinco etapas de Grand Slam do Circuito Mundial.
Imirante.com, com informações da Assessoria26/10/2017 às 13h46
Brasileiros conquistam prata no Grand Slam de judô em Abu DhabiO Brasil ainda foi representado por Phelipe Pelim (60kg) na mesma categoria de Kitadai, mas o brasileiro caiu na primeira luta frente a Sukhrob Boqiev (TJK). (Foto: Divulgação/CBJ)

RIO DE JANEIRO - O Brasil teve um grande início de Grand Slam de Abu Dhabi na madrugada desta quinta-feira, (26). Rafaela Silva (57kg), Érika Miranda (52kg) e Felipe Kitadai (60kg) foram implacáveis nas preliminares, chegaram às finais de suas categorias e conquistaram três pratas para o Brasil. A competição continua nesta sexta (27) com Barbara Timo (70kg), Maria Portela (70kg), Alex Pombo (73kg), Lincoln Neves (73kg) e Eduardo Yudi (81kg) na disputa por mais medalhas para o país.

Para chegar à final, Kitadai venceu Mohammad Rashnonezhad, do Irã, na primeira luta forçando três punições ao adversário. Em seguida, conseguiu três waza-aris para superar o russo Albert Oguzov, nas oitavas-de-final. Nas quartas, Kitadai marcou um waza-ari a poucos segundos do fim da luta contra o cazaque Gusman Kyrgyzbayev e avançou à semi, onde derrotou o georgiano Amiran Papinashvili por ippon com uma chave de braço. Na decisão pelo ouro contra Robert Mshvidobadze, da Rússia, o brasileiro levou três punições e ficou com a prata, seu primeiro pódio em 2017 depois de ficar um longo tempo afastado recuperando-se de uma cirurgia no ombro direito. Abu Dhabi foi apenas sua segunda competição do Circuito Mundial neste ano.

A segunda finalista do dia foi Érika Miranda (52kg), que superou a argentina Oritia Gonzalez por ippon na primeira luta. Em seguida, pontuou com dois waza-aris para passar pela portuguesa Joana Ramos e, na semi, projetou a americana Angelica Delgado por ippon para chegar à grande final, onde enfrentou a belga Charline Van Snick, medalhista de bronze em Londres 2012 no peso Ligeiro (48kg). No combate, a belga conseguiu um waza-ari e finalizou a brasileira com uma chave de braço para ficar com o ouro.

Com essa medalha de prata, Érika Miranda mantém sua regularidade habitual dos últimos anos. Foi ao pódio em quatro das seis competições das quais participou neste ano, conquistando um ouro (Grand Slam de Ecaterimburgo), duas pratas (Grand Prix de Tbilisi e Grand Slam de Abu Dhabi) e um bronze no Mundial de Budapeste.

A campeã olímpica também lutou bem nesta manhã, estreando com vitória por waza-ari contra Julia Kowalczyk, da Polônia. Nas oitavas, derrotou Amelie Stoll, da Alemanha, por ippon, e, na semifinal passou pela canadense Jessica Klimkait por um waza-ari. A luta pelo ouro foi um reencontro com sua adversária da final olímpica no Rio 2016, a mongol Sumiya Dorjsuren que, em setembro conquistou o título mundial da categoria. Logo no início, Rafaela projetou a mongol, a arbitragem marcou um waza-ari a favor da brasileira, mas os árbitros de vídeo retiraram a pontuação. Rafa continuou mais agressiva e forçou uma punição à Dorjsuren no tempo normal. Sem pontuações, o combate foi para o golden score, onde a judoca da Mongólia conseguiu pontuar com um waza-ari para ficar com o ouro.

O Brasil ainda foi representado por Phelipe Pelim (60kg) na mesma categoria de Kitadai, mas o brasileiro caiu na primeira luta frente a Sukhrob Boqiev (TJK).

O Grand Slam de Abu Dhabi é uma das cinco etapas de Grand Slam do Circuito Mundial e distribui até 1000 pontos no ranking mundial ao campeão. Neste ano, vale como classificatória para o World Judo Masters (1800 pontos), que reunirá os 16 melhores de cada peso nos dias 16 e 17 de dezembro, em São Petersburgo, na Rússia.

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